Petrobras aguarda liberação do Ibama para nova perfuração na Foz do Amazonas
O processo de licenciamento, que inclui um poço principal já licenciado em outubro de 2025, depende agora da análise de informações complementares protocoladas em agosto de 2026

A Petrobras aguarda o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberar a perfuração para pesquisa em três novos poços na bacia da Foz do Amazonas. A informação foi confirmada tanto pela estatal quanto pelo órgão ambiental ao Blog Caio Junqueira, da CNN Brasil.
De acordo com o Ibama, o processo de licenciamento ambiental para a perfuração marítima no bloco FZA-M-59 prevê um total de quatro poços, sendo um principal e outros três contingentes.
O órgão ambiental informou à CNN que a Licença de Operação para a perfuração do poço principal, batizado de Morpho, foi emitida em outubro de 2025. No entanto, ainda eram necessárias informações específicas para a avaliação dos demais poços.
O processo, conforme o Ibama, encontra-se atualmente em análise das informações complementares solicitadas pelo Instituto. Esses dados foram protocolados pela Petrobras em 14 de agosto de 2026, uma sexta-feira, e são cruciais para a conclusão das avaliações técnicas.
Descoberta de Petróleo foi confirmada nesta segunda (17)
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou a descoberta de petróleo nesta segunda-feira (17) no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. A expectativa é que a área reforce o potencial petrolífero da Margem Equatorial e, caso a viabilidade comercial seja confirmada, ajude a compensar o declínio da produção do pré-sal no futuro.
Na sexta-feira (14), a Petrobras anunciou a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá.
A fala de Chambriard ocorreu após uma comitiva visitar a sonda NS-42, que faz a pesquisa exploratória no poço Morpho, em águas profundas do Amapá, na margem equatorial brasileira.
A presidente acompanhou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior; e o presidente do Senado Federal, David Alcolumbre.
“Confirmando nossas expectativas, e tudo dando certo, é que temos o condão de produzir uma área que pode ajudar a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil a partir do declínio da produção do pré-sal”, afirmou.
O pré-sal foi determinante para o crescimento da produção brasileira de petróleo e ajudou a transformar o produto em um dos principais itens da pauta de exportações do país. A estratégia da Petrobras é encontrar novas reservas que possam entrar em produção à medida que os campos atualmente responsáveis pela maior parcela da produção nacional avancem em seu ciclo de maturação. A descoberta de indício de petróleo na Foz do Amazonas pode ajudar o Brasil a repor reservas.
O Morpho, de identificação técnica 1-BRSA-1405-APS, está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. A presença de hidrocarbonetos foi identificada por meio de perfis elétricos e indícios encontrados nas rochas durante a perfuração.
Segundo Magda, a perfuração do poço ocorre desde outubro de 2025 e custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia. Depois de cerca de 300 dias de operação, o investimento associado à perfuração estaria, portanto, próximo de US$ 300 milhões.
A Petrobras é operadora e possui 100% de participação no bloco FZA-M-59. A área foi adquirida na 11ª Rodada de Licitações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), realizada em 2013, sob o regime de concessão.
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