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Óperas inéditas resgatam a história real de Chica da Silva em Belo Horizonte

Produção da Fundação Clóvis Salgado descontrói o mito e revela a verdadeira face de uma das personagens mais marcantes de Minas Gerais

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Chica da Silva • Nelson Almeida

Após estrear em Diamantina, a ópera inédita Chica da Silva chega ao Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte, com apresentações nos dias 19, 21 e 23 de setembro. A obra propõe um novo olhar sobre Francisca da Silva de Oliveira afastando da história hipersexualizada para focar na mulher real e estratégica que ascendeu socialmente no Brasil colônia.

Baseada no estudo da historiadora Júnia Ferreira Furtado, a superprodução reúne os três corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado: Orquestra Sinfônica, Coral Lírico e Cia de Dança. A renomada soprano Marly Montoni dá vida à protagonista, acompanhada do tenor Ewandro Stenzowski no papel do contratador João Fernandes.

Com música de Guilherme Bernstein e direção cênica de Julianna Santos, o espetáculo investiga a complexidade histórica de Chica: uma ex-escravizada que soube usar as brechas do sistema para se tornar uma das mulheres mais ricas e influentes de uma sociedade profundamente patriarcal.

Serviço:

  • O quê: Ópera “Chica da Silva”
  • Onde: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes | Av. Afonso Pena, 1537, Centro – BH
  • Quando: 19/09 (sábado, às 19h), 21/09 (segunda, às 20h) e 23/09 (quarta, às 20h)
  • Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), via Sympla, bilheteria ou totens no local.
  • Classificação: livre
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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

 

 

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