Grupo Contemporâneo de Dança Livre estreia espetáculo 'RISCO' na Funarte MG
Comemorando 15 anos de trajetória, o coletivo apresenta montagem que desafia a hegemonia da visão na dança

O que acontece quando a dança deixa de ser feita apenas para os olhos e passa a ser sentida pela pele, pelo toque e pelo som? Essa é a provocação central de "RISCO", o novo espetáculo do Grupo Contemporâneo de Dança Livre, que estreia em Belo Horizonte nos dias 15, 16 e 17 de maio. A temporada na Funarte MG celebra os 15 anos de existência do grupo, trazendo uma pesquisa profunda sobre a vulnerabilidade e a teimosia dos corpos em territórios de incerteza.
A grande novidade desta montagem é a direção compartilhada entre Duna Dias, uma das idealizadoras do coletivo, e Oscar Capucho, ator e bailarino com deficiência visual. A parceria propõe uma "dramaturgia dos sentidos", onde a estética visual tradicional dá lugar à escuta e à textura.
"A sensação é que o corpo expande quando damos atenção aos outros sentidos e passamos a construir imagens a partir de outros referenciais", explica Duna Dias.
O elenco, composto por artistas com mais de 30 anos, traz para o palco uma "fase de fúria" e renovação. Acompanhados pela trilha sonora executada ao vivo pelo músico piauiense Érico Ferry, os dançarinos exploram o risco como perigo iminente, mas também como a marca necessária para a criação artística.
Serviço:
Estreia do espetáculo "RISCO"
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Datas: 15, 16 e 17 de maio (sexta a domingo)
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Horário: 20h
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Local: Funarte MG | Rua Januária, 68 - Centro, Belo Horizonte
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Entrada: granca, sujeita à lotação
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Acessibilidade: Sessão com audiodescrição no domingo, 17 de maio.
Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.
