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Festival de Parintins: conheça os enredos de Caprichoso e Garantido para 2026

Garantido e Caprichoso voltam a se enfrentar no Bumbódromo em três noites de apresentações que celebram a cultura amazônica

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Caprichoso e Garantido se enfrentam em Parintins
Caprichoso e Garantido se enfrentam em Parintins • Reprodução

Um dos maiores espetáculos da cultura popular brasileira, o Festival Folclórico de Parintins começa nesta sexta-feira (26), na cidade de Parintins, no Amazonas. O evento segue até o próximo domingo (28).

Durante as três noites de apresentações, a festa é marcada pela disputa entre os bois-bumbás Garantido e Caprichoso, que encenam a lenda da morte e ressurreição de um boi e levam ao Bumbódromo música, dança, alegorias e espetáculos que exaltam a cultura amazônica.

Neste ano, o Garantido apresenta o enredo "Parintins: Portal do Encantamento", dividido nos subtemas "Portal do Encantamento", "Portal da Diversidade" e "Terra Encantada", um para cada noite do festival.

Já o Caprichoso entra na arena com "Brinquedo que Canta Seu Chão". Ao longo da competição, o boi azul e branco desenvolve os subtemas "O Brinquedo do Povo Canta: Parintins – O Chão de Origem", "O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia, o Chão da Vida" e "O Brinquedo da Resistência Canta: Norte Brasil – Chão de Bravos".

O Bumbódromo abre os portões às 17h, enquanto as apresentações têm início às 21h (horário de Brasília), com os espetáculos dos dois bois.

Como funciona o Festival de Parintins

Realizado desde 1965, o Festival de Parintins é considerado a maior manifestação cultural da região Norte e um dos principais eventos folclóricos do país.

A disputa coloca frente a frente os dois bois-bumbás da cidade: o Garantido, representado pelas cores vermelha e branca, e o Caprichoso, identificado pelas cores azul e branca.

Em cada uma das três noites, as agremiações apresentam um espetáculo inédito, com cerca de 2h30 de duração, que reúne teatro, música, dança, efeitos visuais, alegorias monumentais e elementos das culturas indígena, ribeirinha e cabocla da Amazônia.

As apresentações são avaliadas por um corpo de jurados em quesitos como levantador de toadas, porta-estandarte, sinhazinha da fazenda, cunhã-poranga, pajé, alegorias, coreografias, ritual indígena e evolução do boi.

Ao fim das três noites, vence o boi que somar a maior pontuação. Em 2025, o Garantido conquistou o 33º título, enquanto o Caprichoso soma 31 vitórias na história do festival.

Origem dos nomes

Boi Garantido

O nome "Garantido" foi dado ao boi-bumbá pelo seu criador, Lindolfo Monteverde, como uma forma de expressar a força e a resistência do boi em confrontos nas ruas de Parintins durante as brincadeiras do Boi-Bumbá.

Antigamente, o festival não era apresentado no bombódromo, mas sim pelas ruas e calçadas de Parintins, alegrando as famílias da cidade de porta em porta. Nas disputas, os bois brincavam, mas também se confrontavam com desafios e brigas inevitáveis.

Lindolfo costumava dizer que, nas brigas, a cabeça do seu boi nunca quebrava, "isso era garantido", o que gerou o nome.

Boi Caprichoso

O boi foi oficialmente batizado em 1913 e seu nome surgiu a partir da sugestão do advogado Furtado Belém, que reforçou a rivalidade com o Garantido, que já existia na época.

"Se aquele boi branco é garantido, o nosso boi preto é caprichado", afrontou ele. Após isso, nasceu a identidade do Boi Caprichoso.

A história do Boi Caprichoso está muito ligada à saga dos irmãos Cid: Roque, Antônio e Pedro Cid, naturais de Crato, no Ceará.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.