Artistas cantam Milton Nascimento em protesto contra vandalismo no memorial do Clube da Esquina, em BH
Manifestantes cercaram o Bar e Museu Clube da Esquina na noite desta sexta-feira (23), após o espaço amanhecer com tinta vermelha nas paredes

O Bar e Museu Clube da Esquina foi cercado por manifestantes na noite desta sexta-feira (23), em protesto contra o ato de vandalismo no memorial do movimento cultural, localizado no encontro das ruas Paraisópolis e Divinópolis, no bairro Santa Tereza, na Região Leste de Belo Horizonte.
Ponto turístico para fãs da Música Popular Brasileira (MPB), o local amanheceu com tinta vermelha nas paredes e nas placas que homenageiam artistas do revolucionário movimento Clube da Esquina, entre eles Milton Nascimento e Lô Borges (1952-2025).
Na noite desta sexta-feira, um grupo de pessoas se reuniu ao redor do museu para protestar contra o vandalismo. Os artistas Felipe Bedetti e Flávio Boca prestaram uma homenagem ao movimento ao cantar a música “Coração Civil”, composta por Milton Nascimento e Fernando Brant. A letra da canção tem cunho social e clama por justiça, liberdade, fraternidade e um país mais humano.
Artistas cantam Milton Nascimento em protesto contra vandalismo no memorial do Clube da Esquina, em BH 📹 Imagens cedidas à Itatiaia https://t.co/6K7smR5mqr
— Itatiaia (@itatiaia) October 24, 2026
Vídeos mostram suspeito e PC investiga o caso
Em vídeos obtidos pela reportagem da Itatiaia, é possível ver que, por volta das 4h50, um homem usando uma touca preta aparece próximo a um carro. Ele dá a volta no veículo enquanto mexe em algo com as mãos.
Um pote e uma luva também foram encontrados no chão. A Polícia Civil (PC) afirmou nesta tarde que investiga o caso.
Museu lamenta ocorrência
Em nota, o Bar e Museu Clube da Esquina afirmou que o ato de vandalismo é "um gesto de desrespeito não apenas a um espaço físico, mas a um lugar que representa um dos capítulos mais importantes da música e da cultura brasileira".
"Às vésperas do aniversário do nosso eterno Bituca, ver esse espaço desrespeitado torna tudo ainda mais doloroso. Repudiamos profundamente esse ato e reforçamos que preservar a memória do Clube da Esquina é preservar um patrimônio cultural e afetivo que pertence a todos nós", destacou.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).




