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Nath Fiuza | Haaland preocupa, mas Vini Jr. pode explorar ponto fraco da Noruega

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Coluna da Nath Fiuza
Coluna da Nath Fiuza • Itatiaia

A Seleção Brasileira vai enfrentar a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. O duelo, marcado para o próximo domingo, reserva ao Brasil dificuldades que a equipe ainda não encontrou no torneio. A principal delas é parar Erling Haaland, o típico centroavante que precisa de apenas uma chance para decidir uma classificação. Portanto, a defesa brasileira terá de ser praticamente perfeita para impedir que o camisa 9 balance as redes mais uma vez.

Por outro lado, em comparação com o Japão, nosso último adversário, a Noruega apresenta muito mais fragilidades defensivas. Não é uma equipe tão disciplinada, sofre na marcação pelos lados do campo e costuma conceder espaços — um cenário que pode ser um prato cheio para Vini Jr.

O Japão tinha no encaixe coletivo sua principal virtude. A Noruega, por sua vez, aposta muito mais no talento individual. E não falo apenas de Haaland, mas também de Ødegaard, cérebro do meio-campo e principal articulador da equipe; de Antonio Nusa, atacante veloz, driblador e com boa finalização; além de Alexander Sørloth, centroavante de 1,95m que representa uma ameaça constante pelo alto.

Os noruegueses vão tentar acelerar o jogo a partir de Ødegaard, buscando acionar Haaland o mais rápido possível. O desafio do Brasil será controlar o meio-campo e empurrar os adversários para a defesa. É justamente nesse cenário que as falhas da Noruega tendem a aparecer. E quanto mais isolado Haaland ficar, bem marcado por Gabriel Magalhães, menores serão as chances de ele decidir a partida.

Com a Seleção pressionando no campo ofensivo, a superioridade técnica brasileira tende a prevalecer. Vinicius Junior e Rayan poderão explorar os corredores, atacando principalmente os espaços entre laterais e zagueiros. Foi exatamente dessa maneira que a Costa do Marfim marcou contra a Noruega.

Para convencer até os mais pessimistas, um dado chama atenção: a Noruega já sofreu oito gols nesta Copa do Mundo, a pior marca defensiva entre as seleções classificadas para as oitavas de final, como Brasil, França, Marrocos, Canadá, Paraguai e México.

A Noruega é uma equipe alta, física e intensa, que exigirá do Brasil um jogo de velocidade, com circulação rápida da bola, triangulações e dribles. Se a Seleção mantiver a concentração defensiva e conseguir potencializar seus atacantes, entra como favorita. Mas, se transformar a partida em uma disputa de cruzamentos, bolas paradas e duelos físicos, estará oferecendo justamente o cenário perfeito para os noruegueses fazerem história.

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Nathália Fiuza é comentarista da Rádio Itatiaia e escreve diariamente aqui.

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