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Em 1962, Garrincha ganhou perdão de cartão vermelho assim como Balogun, dos Estados Unidos

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A decisão do Comitê Disciplinar da Fifa de retirar a suspensão do atacante Balogun, destaque dos Estados Unidos nessa Copa do Mundo e que foi expulso nos 2 a 0 sobre a Bósnia, na segunda fase, quando abriu o placar para os donos da casa, remete ao que aconteceu com o brasileiro Garrincha na reta final da Copa de 1962, no Chile, quando a Seleção chegou ao bicampeonato em sequência.

O artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa prevê que “o órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar”.

Foi com base nisso que a suspensão automática de Balogun foi suspensa pelo período de um ano. Assim, o técnico argentino Mauricio Pochettino, que comanda os norte-americanos, poderá contar com seu principal atacante diante da Bélgica, nesta segunda-feira (6), pelas oitavas de final, em partida que será disputada em Seattle.

Na semifinal de 1962, o Brasil enfrentou o Chile em 13 de junho, no Estádio Nacional, em Santiago, e Garrincha foi expulso pelo árbitro peruano Arturo Yamasaki aos 42 minutos do segundo tempo, quando o placar era de 4 a 2 para a Seleção com os dois primeiros gols da Seleção marcados por ele.

O craque brasileiro, que foi o grande nome daquela Copa, em que Pelé se machucou ainda na segunda rodada da fase de grupos, foi julgado antes da final, contra a Tchecoslováquia, em 17 de junho, também no Estádio Nacional, em Santiago.

Por quatro votos a três, Garrincha foi absolvido pelo tribunal da Fifa e pode enfrentar os tchecos. Nos bastidores, o que ajudou a absolvição do ponta foi um telegrama do então primeiro-ministro brasileiro, Tancredo Neves.

A diretoria da CBD teve ainda participação no episódio, pois os registros são de que “sumiram” com o bandeirinha uruguaio Esteban Marino, que seria testemunha no processo pois foi quem viu o revide de Garrincha contra o chileno Rojas.

Apesar de toda a manobra, Garrincha, muito gripado, não teve grande atuação na decisão, mas fez uma Copa tão espetacular que, com certeza, sua presença em campo colaborou para os 3 a 1 do Brasil que garantiram o bicampeonato mundial.

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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro

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