Inflação continua com as medidas tomadas pelo governo
Se não houver um programa consistente e duradouro para o agro tanto o produtor quanto o consumidor sempre vão lutar contra a inflação

Presidente Lula tenta e não consegue aproximar o povo da picanha prometida.
Ministros e o vice-presidente Geraldo Alkimin se reuniram em Brasília com representantes do agro e setor supermercadista para discutirem à inflação. Confira com Valdir Barbosa…
Amigas e amigos do agro!
A reunião em Brasília não abriu um horizonte com perspectiva de reduzir a inflação dos alimentos que atormenta a mesa dos brasileiros.
Nenhuma das sugestões apresentadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária foi levada em consideração.
O governo decidiu zerar as taxas de importação de vários produtos na tentativa de conter a inflação. Um decisão, se tivesse efeito, poderia ser perigosa até para o desequilíbrio da balança comercial.
É preciso respeitar o custo de produção que tem o produtor rural! Senão o coice vem dobrado!
Felizmente, não irá em frente por um motivo simples. O governo vai liberar de taxas alimentos como o milho, soja, carnes, açúcar, café, massas e outros.
Só que o Brasil domina o mercado mundial desses produtos. Vai vender e depois recomprar pagando mais?
Nenhum desses produtos está em falta no Brasil. O que falta é uma politica social dos vários governos que passaram e do próprio Lula.
Uma politica que dê ao brasileiro o poder de compra.
Um detalhe! O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de massas e 99% dessa produção fica na mesa do brasileiro, porque é compatível com o bolso de todos.
Tomara que ninguém diga que a queda de preços de alguns alimentos é em decorrência dessas várias tentativas políticas do governo.
A carne está baixando, o ovo idem, feijão tá barato a mais de um ano e o arroz tem seu menor preço na última década. É verdade que ainda está caro nos supermercados, tem que baixar.
O governo deveria apoiar a agropecuária brasileira, que seria também um apoio ao consumidor quando ele for ao supermercado.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



