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Alimentos mais baratos dependem da boa participação do governo no agro

Juros altos, impostos pesados sobre fertilizantes e defensivos agrícolas, quem paga é o consumidor na compra dos alimentos

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Movimento é impulsionado por um cenário de crédito mais seletivo • Faemg / Senar / Divulgação

A Frente Parlamentar da Agropecuária quer negociar com antecedência o próximo Plano Safra, que começa a vigorar a partir de julho.

Há uma desconfiança grande com relação ao que o governo pretende oferecer, porque a cada ano o plano agrícola brasileiro vai se enfraquecendo, entretanto, recheado de muita propaganda política.

A Frente Parlamentar insiste num seguro rural subsidiado que dê seguranca ao agropecuarista, além de uma taxa de juros controlada bem mais ampla do que as dos últimos anos.

Sobre o seguro rural, o Plano Safra atual ofereceu 960 milhões de reais. Muito pouco para um país que lidera a producao e exportação de vários produtos agrícolas.

De acordo com as entidades ligadas ao agro, o governo deveria ter liberado pelo menos 4 bilhões de reais, até para garantir a tranquilidade dos médios e pequenos produtores.

Ninguém suporta mais as chuvas de pedras, ventanias e o forte calor que destroem qualquer atividade agrícola.

Outro problema grave que enfrenta o produtor rural é com a demora do dinheiro para financiamentos, sempre entrando com muito atraso nos bancos financiadores.

Depois de feito o projeto técnico, que custa dinheiro, as vezes já preparada a terra para plantio, compra de insumos e ao chegar ao banco, o produtor recebe a informação que a verba de financiamento não tem prazo confirmado para chegar e que existem vários outros processos na lista de espera.

E muitas vezes alguém do banco sugere ao produtor que ele busque um financiamento com juros livres, que hoje devem superar a 17/18% ao ano ao passo que ele deveria estar pagando juros entre 8 e 10% no máximo.

O Plano Safra, que é o plano agrícola do ano, precisa ser mais verdadeiro com o produtor para depois não deixar o consumidor pagando as altas contas dos alimentos.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.