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Pretenso candidato, Zé Dirceu defende que sem ampliar base fica “impossível Lula governar”

Após STF ter reconhecido prescrição de penas da operação Lava-Jato, Zé Dirceu planeja recuperar direitos políticos e se candidatar a deputado federal em 2026

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Ex-ministro, Zé Dirceu (PT) • Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-ministro, José Dirceu, está em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (17), e tem circulado o Brasil para realização de encontros políticos. Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a prescrição das penas por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em maio deste ano, o petista pretende recuperar os direitos políticos e se candidatar a deputado federal em 2026. Zé Dirceu chegou a ficar preso, após ter sido condenado pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR) a 8 anos, 10 meses e 28 dias de prisão por suposto recebimento de propinas em um contrato firmado entre a Petrobras e a empresa Apolo Tubulars.

Governabilidade

Em uma reunião fechada, na capital mineira, ele disse que "é impossível Lula governar como está governando". Para o ex-ministro, ao mesmo tempo que o presidente concretrizou um feito histórico ao vencer as eleições em um período em que a direita e a extrema direita estavam vencendo pleitos no mundo inteiro, a configuração do Congresso (com mais de 300 parlamentares alinhados à centro-direita) é um risco à governabildade.

Preocupações

Dirceu afirmou aos pares que tem duas preocupações: o número de opositores no parlamento e a direção do próprio partido, para a qual ele pretende eleger um grupo aliado. O petista defendeu uma mudança de correlação de forças que passa pelo foco nas eleições municipais e pelo aumento de parlamentares de esquerda. Segundo ele, em 2026, o número precisa subir para, no mínimo, 200.

Agenda em BH

A primeira agenda de Zé Dirceu em BH foi com lideranças ligadas aos deputados federal Miguel Ângelo (PT) e do deputado estadual Marquinho Lemos (PT). Na sequência, se encontra com integrantes das bancadas municipal, estadual e federal e, depois, participa de evento na Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.