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Lula excede tempo de fala na ONU e tem discurso interrompido

Outros chefes de estado também ultrapassaram a marca dos cinco minutos e tiveram os microfones cortados

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Lula excede tempo de fala na ONU e tem discurso interrompido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Cúpula do Futuro, na sede da ONU, em Nova York, neste domingo (22), mas acabou sendo interrompido antes do final por ultrapassar, por alguns segundos, os 5 minutos estipulados para cada líder.

O mesmo aconteceu com chefes de outros estados. Ao todo, mais de 100 oradores discursaram entre 09h da manhã e 15h. Lula foi o terceiro a falar. Quando o mestre de cerimônias interrompeu o presidente brasileiro, o identificando pelo nome para sinalizar o fim do tempo de fala, faltavam três frases para o final.

O petista completou as seguintes frases já com o microfone mudo: "O Sul Global não está representado de forma condizente com seu atual peso político, econômico e demográfico. A Carta da ONU não faz referência à promoção do desenvolvimento sustentável. Precisamos de coragem e vontade política para mudar, criando hoje o amanhã que queremos. O melhor legado que podemos deixar às gerações futuras é uma governança capaz de responder de forma efetiva aos desafios que persistem e aos que surgirão. Muito obrigado", disse o presidente.

Apesar do discurso crítico de Lula em relação à estrutura de governança da ONU, o corte na fala não teve relação com o conteúdo e sim com o tempo de fala.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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