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A pressão que pode isolar o PT em chapa mais à esquerda

Após anunciar Patrus para o Governo de Minas, partido busca vice e segundo nome para o Senado

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Patrus e Lula em evento da campanha de 2022
Patrus e Lula em evento da campanha de 2022 • Reprodução/Redes sociais

Após anunciar o nome do deputado federal, Patrus Ananias (PT), para o Governo de Minas, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem agora o desafio de ampliar a representação da chapa no espectro ideológico, o que significa buscar alianças com legendas mais ao Centro. Com isso, o objetivo é diversificar o eleitorado.

Resistência

Na composição para a vice, o ex-procurador de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Junior (PSB), é o mais cotado. Soares tem uma excelente relação com Patrus e o chama "professor".

No entanto, o PT sofre resistência de parte da bancada e corre o risco de levar a legenda e não levar o partido. A costura vai demandar muito diálogo, suporte para candidaturas e, quiçá, uma atuação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ou do presidente nacional da sigla, João Campos, ex-prefeito de Recife.

Senado

Uma chapa com o PSB, embora seja uma reedição da parceria Lula e Alckmin, a legenda é classificada como centro esquerda. Caso ela se concretize, o PT ainda precisará definir o segundo candidato ao Senado e é nesta vaga que está o desafio.

A ex-deputada federal, Áurea Carolina (PSOL), tem feito pré-campanha aberta para compor com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Porém, no PT, nem todos concordam com a ideia.

A leitura dos contrários é que a composição colocaria a chapa ainda mais à esquerda, isolando o PT dentro da própria bolha. Outro temor é a divisão de votos entre as candidatas que disputaram dentro da mesma chapa, os mesmos votos, o que poderia aumentar o risco de não conquistar as duas cadeiras. Os defensores da chapa ampla avaliam que o segundo voto para o senado deveria ser, de fato, uma segunda opção, para os que não votariam no PT.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

 

 

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