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16 ministros de Lula se candidataram; 8 foram eleitos

Os dois candidatos a governos estaduais, perderam

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Eleições 2026 Lula vota em São Bernardo e diz estar 'muito confiante' na vitória
Eleições 2026 Lula vota em São Bernardo e diz estar 'muito confiante' na vitória • AFP

Dos 16 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que se desincompatibilizaram para disputar as eleições, metade foi eleita. Os dois que concorreram a governos estaduais, no entanto, foram derrotados: o ex-ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), em Alagoas, e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em São Paulo. Haddad teve como vice Márcio França (PSB), ex-ministro do Empreendedorismo, que também não foi eleito.

2º turno

Dos sete ex-ministros de Lula que disputaram uma vaga no Senado, apenas dois foram eleitos: Rui Costa (PT), na Bahia, e André Fufuca (PP), no Maranhão. Ficaram de fora Carlos Fávaro (PSD-MT), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Marina Silva (Rede-SP), Simone Tebet (PSB-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS). Fávaro e Gleisi terminaram em quarto lugar em seus estados; Tebet ficou em terceiro em São Paulo, enquanto Marina e Pimenta também não alcançaram uma das vagas em disputa.

Câmara

Na Câmara dos Deputados, o resultado foi inverso e representou melhor desempenho dos ex-ministros. Todos os cinco que concorreram à Câmara foram eleitos: Paulo Teixeira (PT-SP), Sônia Guajajara (PSOL-SP), Anielle Franco (PT-RJ), Jader Filho (MDB-PA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Jader Filho teve o segundo maior número de votos para deputado federal no Pará, enquanto Silvio Costa Filho também ficou entre os mais votados em Pernambuco.

Quase

O resultado foi considerado aquém do esperado pela própria base do governo. Em São Paulo, por exemplo, Marina e Tebet eram consideradas candidatas competitivas. Já em Alagoas, Renan Filho protagonizou uma das disputas mais apertadas entre os integrantes do governo que deixaram os cargos para concorrer. O ex-ministro dos Transportes terminou com 47,37% dos votos válidos, contra 52,20% de JHC (PSDB), uma diferença de 4,83 pontos percentuais.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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