Crise no STF pode alterar linha sucessória
O próximo presidente, pelo rito atual, será Alexandre de Moraes

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) pode alterar a linha sucessória para a presidência da Corte. Pelos critérios de antiguidade e rodízio, o ministro Alexandre de Moraes será o próximo presidente do tribunal.
No entanto, com mais um episódio da crise, iniciado com o relatório da Polícia Federal (PF) apontando que Moraes revisou o contrato do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa, a sucessão tende a virar alvo de debate.
Caso Moraes seja retirado da fila por um afastamento, renúncia, impeachment ou até uma decisão de apenas alterar a ordem de comando na casa, os próximos na linha - considerando antiguidade e rodízio - seriam e Kássio Nunes Marques e André Mendonça indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Embora seja necessária eleição para confirmar a escolha, normalmente não há competição. A votação é formal, fechada, no plenário e os ministros sempre votam para eleger o magistrado mais antigo da Corte que ainda não tenha sido presidente.
Aliados de Moraes interpretam uma movimentação para retirá-lo da linha sucessória, o que poderia diminuir a tensão para o senador Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito presidente da República. Se isso ocorrer, em um eventual mandato de Flávio, ele governaria em mandatos simultâneos a dois ministros do supremo indicados por Bolsonaro.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



