BR 381: pedágio cobrado entre BH e Valadares após concessão terá 2 etapas; veja valores
Trecho entre as duas cidades terá 5 praças de cobrança de pedágio

A cobrança de pedágio na BR 381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, terá valores que serão ajustados gradualmente, de acordo com o andamento das obras da concessão. O leilão do trecho está marcado para às 14h desta quinta-feira (29), na B3, em São Paulo (SP). Os valores foram confirmados à coluna por Guilherme Theo Sampaio, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
“A cobrança do pedágio inicia-se a partir do final do primeiro ano para o segundo ano. (...) São melhorias que vão ser testadas pela ANTT. Melhorias essas, do pavimento, da sinalização e que atendam algumas correções de traçado. Essas melhorias vêm a partir do primeiro ano, após o teste da ANTT. Destaco que essas cobranças de pedágio não são a tarifa cheia, completa, quando tiver ocorrido a duplicação. Depois que ocorrido a duplicação, as melhorias, é que vai ter o acréscimo. (Inicialmente) Seria uma tarifa básica, que vai iniciar em torno de R$ 10,75, podendo chegar até R$ 13,75”, disse Sampaio.
De acordo com o diretor da ANTT, os valores seguem a modelagem de concessão existente. “Vai ter depois a reclassificação de acordo com as duplicações. Mas, lembrando, ao contrário de outros contratos de concessão da terceira etapa, esses já vem a previsto que só depois de duplicar que vai ter a majoração da tarifa, podendo sair de R$ 11,20 até R$ 15,37.”
Ao todo, entre investimentos e operação, a obra na BR-381 prevê gastos de mais de R$ 10 bilhões. Após o último fracasso, em leilão no final de 2023, o governo federal alterou o projeto e reduziu o trecho da BR-381 em que a empresa que assumir a estrada ficará responsável pelas obras de duplicação.
O trecho que foi retirado do projeto, entre BH e Caeté, foi dividido em dois editais e ficará sob responsabilidade do poder público. A obra, no entanto, já enfrenta incertezas e atrasos. Um dos editais (8A) foi publicado, mas o segundo edital (8B), considerado mais difícil pelo alto número de desapropriações necessárias, foi prometido para agosto, mas ainda não tem data para ser lançado.
Para a parte mais complexa da obra, o governo federal espera avançar até o final do ano com as negociações sobre a desapropriação de moradores às margens da rodovia.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



