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As vesperas de julgamento, indígenas e quilombolas atingidos por barragem em Mariana vão à Austrália

O julgamento no Tribunal Superior de Londres começa no dia 21 de outubro. Atingidos pedem apoio de autoridades australianas, país onde a BHP tem sede.

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Indigenas e quilombolas, atingidos pela barragem da Samarco, se reunem com autoridades na Austrália • Reprodução

Indígenas e quilombolas atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, estão na Austrália, onde a se reúnem com parlamentares, representantes do governo local e entidades ambientais. A BHP, que é sócia da Vale na mineradora Samarco, tem sede na Austrália e, por esse motivo, as vítimas pedem o apoio das autoridades australianas para as comunidades tradicionais atingidas pelo desastre que completa 9 anos em novembro.

O julgamento, no Tribunal Superior de Londres, começa no dia 21 deste mês e vai durar 12 semanas. Aproximadamente 620 mil atingidos – incluindo 23 mil quilombolas e indígenas Krenak, Tupiniquim, Pataxó e Guarani –, representados pelo escritório internacional Pogust Goodhead, processam a mineradora na Inglaterra pela tragédia que matou 19 pessoas, causou o aborto de um bebê e provocou danos socioambientais e econômicos nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia.

“É muito importante ter esse diálogo com líderes internacionais, pessoas que fazem parte de sindicatos e do parlamento australiano, e é muito bom saber que eles nos ouvem", disse o cacique Maycon Krenak, de Resplendor (MG), que faz parte do grupo que visita a Austrália.

Em apoio aos atingidos, o senador Tony Sheldon discursou sobre o rompimento da barragem de Mariana no Parlamento Federal na última quarta-feira (9).

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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