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Nove deputados são citados para a presidência da Assembleia

Processo interno de escolha para a condução da Mesa Diretora da próxima legislatura, que se inicia em 1º de fevereiro de 2027, já foi iniciado. Além das características dos possíveis candidatos, Tadeu Leite e Cleitinho terão influência nesse processo

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plenário da almg
Assembleia Legislativa de Minas Gerais • Luiz Santana/ALMG

Terminada a eleição para deputados estaduais e para governador de Minas, começam na Assembleia Legislativa as articulações para a sucessão do presidente Tadeu Leite (MDB) na próxima legislatura. Tadeu não concorreu à reeleição porque vai assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Nove parlamentares são mencionados nas articulações iniciais. No PL há quatro nomes: Bruno Engler (PL); Sargento Rodrigues; Gustavo Santana; e Vittorio Medioli. Na centro-direita, do PSD, correm João Magalhães e Tito Torres. Já no PP são citados Doorgal Andrada e Nayara Rocha. Na centro-esquerda, Ulysses Gomes, do PT, é apontado com bom trânsito ao centro e à direita.

Além do carisma pessoal do candidato, a eleição para a Presidência da Assembleia tem duas características que são decisivas. A primeira: o presidente da Casa tem peso importante na condução das articulações. Tadeu Leite costuma deixar que todos os interessados iniciem as conversas. Quando o quadro da disputa se afunila, ele trabalha pela construção de consenso. Assim foi nos três processos para a eleição de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que aconteceram em 2025 e neste 2026.

Há uma segunda característica importante nesse processo de eleição para a presidência da Assembleia: o perfil político do governador eleito e a composição de seu futuro secretariado. A máxima tem sido de que governador não elege, mas veta. Cleitinho já foi deputado estadual, é senador, conhece os processos de articulação e conversas entre parlamentares de diferentes linhas ideológicas para a construção de maiorias.

O governador eleito tem declarado a disposição de uma administração com foco nos interesses do estado e da população, afastada de disputas ideológicas. A composição política que se desenha do futuro governo vai nessa direção: é multipartidária, reunindo, até este momento, quadros do PL, dos Republicanos, do União Brasil, do PP, do MDB e do PSB.

Sob o comando de Tadeu Leite, esta atual legislatura e a anterior, a Assembleia teve uma atuação institucional e programática. Até por isso, deu estabilidade política à Casa Legislativa para conduzir debates de interesse do Estado, como foi o caso da renegociação da dívida pública de Minas com a União. Em princípio, esta seria uma tarefa do governo do Estado.

Mas o ex-governador Romeu Zema (Novo), sempre inflamando embates ideológicos com o governo federal, perdeu o protagonismo nesse processo. A Assembleia ocupou o espaço, valorizou a importância da articulação e construção política e, por tudo isso, o futuro presidente da Casa que reunir tais características sairá em vantagem nesta corrida.

 

 

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