Nikolas Ferreira faz novos vetos de ao PL de Minas acertados pela nacional
Enquanto sobram interessados em se filiar na carona dos votos do parlamentar, partidos de porte médio e pequenos têm dificuldades para montar as chapas

Nikolas Ferreira vetou a filiação no PL de Minas dos deputados federais Stefano Aguiar (PSD), dr. Frederico (PRD) e Pedro Aihara (PRD). Assim como já havia feito com o deputado federal Marcelo de Freitas (União), esses parlamentares vinham negociando com Valdemar da Costa Neto, presidente nacion al da legenda. Nikolas, que é o puxador de votos do partido no estado, também vetou a filiação ao PL de Minas de um nome de São Paulo, Thiago Milhim ,– que tem como nome de urna “Thiago Ganem”.
Ele é do mesmo grupo político de Lucas Ganem (Podemos), natural de São Paulo e eleito vereador em Belo Horizonte, acusado de fraudar domicílio eleitoral. Nikolas exige de Valdemar da Costa Neto que sejam respeitadas as atas firmadas em reuniões da executiva estadual de Minas, quando foi acordado que o PL não filiaria na janela partidária deputados federais, nem outros candidatos, sem aprovação prévia de Nikolas. Ele quer influenciar e escolher as candidaturas para que tenha dentro do PL, algo como uma bancada própria de deputados. De olho na carona da votação esperada de Nikolas Ferreira, no PL, sobram lideranças interessadas em migrar para a legenda. Além do fator Nikolas, o PL tem, entre todos os partidos políticos, a maior fatia do fundo eleitoral para as campanhas: R$ 886 milhões.
Do outro do espectro ideológico está a Federação PT, PV e PcdoB, que além do segundo maior fundo eleitoral para as campanhas, de R$ 619,7 milhões, também tem candidaturas com bases sociais que garantem votação consistente para manter ou ampliar a bancada federal. Mas, a situação é bem mais difícil para partidos de pequeno e médio porte. Lideranças partidárias estão com dificuldades para conseguir candidaturas que tornem as chapas competitivas. Além de terem disponíveis menos recursos do fundo eleitoral, neste momento os presidentes de partidos se queixam que estão sendo vítimas de um leilão: lideranças com votação potencial para fortalecer as chapas rodam os partidos e colocam o que esperam receber para as campanhas. Quem oferece mais, leva.
É nesse contexto que estão sendo montadas as chapas de deputado federal, consideradas mais importantes do que as eleições de presidente da República e de governadores. Isso, porque é o tamanho das bancadas de deputados federais que define a participação de partidos políticos no fundo partidário, de R$ 4 bilhões e no fundo eleitoral, de R$ 4,9 bilhões. Ficar de fora dessa partilha significa desaparecer do mapa. E é isso o que irá ocorrer nesta eleição com boa parte dos 30 partidos registrados na Justiça Eleitoral.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora