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Oito deputados federais mineiros já trocaram de partido

Até aqui, o PL de Minas foi o partido que mais cresceu: passou de 10 a 13. Novas mudanças ainda vão ocorrer até o fechamento da janela partidária, em 3 de abril.

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Composição partidária da Câmara dos Deputados se altera às vésperas do fechamento da janela de troca de legendas • Antonio Cruz | Agência Brasil

Entre os 53 deputados federais mineiros, até aqui, há oito mudanças. Outras vão acontecer até 3 de abril, quando a janela de migrações irá se fechar para quem quer concorrer em 4 de outubro. De olho na votação de Nikolas Ferreira, o PL foi o partido mais cobiçado. Para lá migraram as deputadas federais Delegada Ione e Greyce Elias, que eram do Avante, além de dr. Frederico, que era do PRD e foi finalmente confirmado. A bancada cresceu de 10 para 13 deputados federais. 

 

A bancada do PT manteve-se com dez, sem novas filiações de deputados federais: o deputado André Janones, do Avante, que chegou a considerar o PT,  filiou-se à Rede. O PSD, pelo momento, cresceu de cinco para seis, com a filiação de Weliton Prado, que era do Solidariedade. A bancada do Republicanos passou de quatro para cinco, com a chegada de Bruno Farias, que era do Avante. 

 

O PP subiu de três para quatro, com a filiação de Pedro Aihara, que era do PRD. E o União que também tinha três, agora tem quatro com a filiação de Zé Silva, que era do Solidariedade. O PSDB, o PDT, o Podemos, o MDB e o PSOL seguem, pelo momento, do mesmo tamanho, mas em particular no PDT, ainda não foi anunciada a decisão da deputada federal Duda Salabert, que sondava uma provável mudança de legenda. 

 

A eleição das bancadas para a Câmara dos Deputados é considerada mais importante pelos partidos políticos do que para a Presidência da República, Senado e governos de estado. O motivo é econômico, não é político, nem ideológico. 

 

É o número de deputados federais eleitos por cada partido que determina, pelos próximos quatro anos, qual o tamanho da fatia no bolo que cada legenda terá do fundo partidário, do fundo eleitoral, do tempo de propaganda partidária e do tempo do horário eleitoral gratuito. Para 2026, o fundo eleitoral para financiamento das campanhas e o fundo partidário, que financia partidos, representam mais de R$ 6 bilhões. 

 

A bancada federal de Minas tem 53 cadeiras. Como se trata de uma eleição proporcional, antes de mudar de partido, os deputados querem saber quem está concorrendo naquela chapa. Isso porque a chapa, como um todo, trabalha unida para superar o quociente eleitoral, que em 2022 foi de 210.964 votos. Esse foi o número mínimo para a eleição de pelo menos um deputado. Mas, dentro da chapa, os candidatos competem entre si: são os mais votados que vão se sentar nas cadeiras conquistadas por todos nomes. Por isso mesmo, depois da temporada de caça aos partidos que se encerra em 3 de abril, abre-se o tempo das facas longas.