Oito deputados federais mineiros já trocaram de partido
Até aqui, o PL de Minas foi o partido que mais cresceu: passou de 10 a 13. Novas mudanças ainda vão ocorrer até o fechamento da janela partidária, em 3 de abril.

Entre os 53 deputados federais mineiros, até aqui, há oito mudanças. Outras vão acontecer até 3 de abril, quando a janela de migrações irá se fechar para quem quer concorrer em 4 de outubro. De olho na votação de Nikolas Ferreira, o PL foi o partido mais cobiçado. Para lá migraram as deputadas federais Delegada Ione e Greyce Elias, que eram do Avante, além de dr. Frederico, que era do PRD e foi finalmente confirmado. A bancada cresceu de 10 para 13 deputados federais.
A bancada do PT manteve-se com dez, sem novas filiações de deputados federais: o deputado André Janones, do Avante, que chegou a considerar o PT, filiou-se à Rede. O PSD, pelo momento, cresceu de cinco para seis, com a filiação de Weliton Prado, que era do Solidariedade. A bancada do Republicanos passou de quatro para cinco, com a chegada de Bruno Farias, que era do Avante.
O PP subiu de três para quatro, com a filiação de Pedro Aihara, que era do PRD. E o União que também tinha três, agora tem quatro com a filiação de Zé Silva, que era do Solidariedade. O PSDB, o PDT, o Podemos, o MDB e o PSOL seguem, pelo momento, do mesmo tamanho, mas em particular no PDT, ainda não foi anunciada a decisão da deputada federal Duda Salabert, que sondava uma provável mudança de legenda.
A eleição das bancadas para a Câmara dos Deputados é considerada mais importante pelos partidos políticos do que para a Presidência da República, Senado e governos de estado. O motivo é econômico, não é político, nem ideológico.
É o número de deputados federais eleitos por cada partido que determina, pelos próximos quatro anos, qual o tamanho da fatia no bolo que cada legenda terá do fundo partidário, do fundo eleitoral, do tempo de propaganda partidária e do tempo do horário eleitoral gratuito. Para 2026, o fundo eleitoral para financiamento das campanhas e o fundo partidário, que financia partidos, representam mais de R$ 6 bilhões.
A bancada federal de Minas tem 53 cadeiras. Como se trata de uma eleição proporcional, antes de mudar de partido, os deputados querem saber quem está concorrendo naquela chapa. Isso porque a chapa, como um todo, trabalha unida para superar o quociente eleitoral, que em 2022 foi de 210.964 votos. Esse foi o número mínimo para a eleição de pelo menos um deputado. Mas, dentro da chapa, os candidatos competem entre si: são os mais votados que vão se sentar nas cadeiras conquistadas por todos nomes. Por isso mesmo, depois da temporada de caça aos partidos que se encerra em 3 de abril, abre-se o tempo das facas longas.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


