Veja cinco curiosidades que marcam o 50º aniversário da Apple
Até mesmo os detalhes mais sutis das campanhas publicitárias da marca carregam um significado estratégico

Desde sua fundação em uma garagem na Califórnia, em abril de 1976, a Apple transformou-se de uma promissora startup em um pilar da informática e da cultura popular global. Ao completar seu 50º aniversário, a gigante de Cupertino ostenta uma trajetória marcada por produtos que conquistaram milhões de consumidores e por curiosidades que ajudam a entender sua identidade única no mercado.
A icônica identidade visual da empresa, por exemplo, é cercada por mitos que variam de referências bíblicas ao fruto proibido até homenagens póstumas ao matemático Alan Turing. No entanto, a realidade é mais pragmática: o nome Apple surgiu simplesmente pelo apreço de Steve Jobs pela fruta. Em 1977, o designer Rob Janoff recebeu a missão de simplificar o logotipo original — que retratava Isaac Newton sob uma macieira — com a instrução direta de Jobs para "não fazê-lo bonito". Janoff passou duas semanas estudando cortes transversais de maçãs antes de chegar ao design da fruta mordida que conhecemos hoje.
Embora o imaginário coletivo destaque Steve Jobs e Steve Wozniak como os rostos da companhia, a fundação oficial, em 1º de abril de 1976, contou com um terceiro signatário: Ronald Wayne. Engenheiro da Atari, Wayne era o responsável pelo hardware e documentação, mas o medo de arriscar suas economias em um negócio incerto o fez desistir da sociedade apenas onze dias depois. Ele vendeu sua participação de 10% por um total de US$ 2.300. Se tivesse mantido sua fatia, em 2026, ela valeria astronômicos US$ 370 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 2 trilhões.
A capacidade da Apple de se comunicar com o público também fez história na publicidade mundial. Durante o Super Bowl de 1984, a empresa veiculou um comercial de um minuto dirigido por Ridley Scott, inspirado na distopia "1984" de George Orwell. Sem mostrar o computador propriamente dito, o anúncio apresentava uma atleta destruindo a tela de um "Grande Irmão" totalitário, simbolizando a emancipação dos consumidores através da tecnologia doméstica. Essa ousadia estética também se refletiu no design dos produtos, como os iMacs coloridos de 1998 e os iPods vibrantes, culminando na tendência do "rosa milennial" lançada pelo iPhone 6s em 2015.
Até mesmo os detalhes mais sutis das campanhas publicitárias da marca carregam um significado estratégico. Em quase todos os anúncios e capturas de tela, os dispositivos exibem o horário de 9h41. Segundo Scott Forstall, ex-responsável pelo iOS, essa escolha não é aleatória: as apresentações da Apple são planejadas para que a grande revelação do produto ocorra aproximadamente aos 40 minutos de evento. Ao ajustar o relógio para as 9h41, a empresa garante que a imagem exibida no telão esteja em perfeita sincronia com o horário real nos pulsos e celulares da plateia.
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