Movimentos nas redes sociais buscam identificar radicais de Brasília
Políticos e influenciadores pedem que seguidores ajudem a identificar e localizar suspeitos

Ainda durante os ataques terroristas ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Palácio do Planalto, em Brasília, no domingo (8), um movimento nas redes sociais começou a buscar alternativas para identificar participantes dos atos golpistas. Influenciadores e políticos passaram a pedir a seus seguidores para reunir informações sobre os criminosos.
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Um perfil recente é o Contragolpe Brasil (@contragolpebrasil), autodescrito como "Perfil para a identificação dos(as) criminosos(as) que atentam contra a democracia do Brasil!". A conta fez 134 posts e tem mais de 700 mil seguidores no Instagram até o momento. As publicações têm fotos de vândalos, com nome e outras informações.
O deputado federal André Janones (Avante/MG) pediu ajuda no Twitter para identificar os golpistas. Ele divulgou o perfil do Contragolpe Brasil no Instagram e seguidores responderam com identificação de outros participantes dos ataques. Usuários da plataforma estão mobilizados para reconhecer os suspeitos com publicação de vídeos, fotos e informações.
Já o deputado federal Alexandre Frota (Pros/SP) incentivou o envio de informações ao gabinete de Alexandre de Moraes. Um tuíte de Felipe Neto teve mais de 42 mil respostas. Ele diz que vai encaminhar a lista com fotos de terroristas reconhecidos nas imagens ao senador Randolfe Rodrigues e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
Paralelamente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública criou nesta segunda-feira (9) um e-mail específico para receber denúncias e informações sobre os criminosos responsáveis pelo vandalismo durante os atos golpistas. As informações podem ser enviadas para denuncia@mj.gov.br e o órgão garante o sigilo do remetente.
