Belo Horizonte
Itatiaia

Saiba quais os fatores de risco de câncer em cães

Diagnóstico precoce continua sendo um desafio para os tutores

Por
Cães
Tutores devem ficar atentos aos fatores de risco do câncer em seus animais • Pexels

Nas últimas décadas, a população canina teve sua expectativa de vida aumentada, o que, por sua vez, resultou no crescimento da incidência de doenças. Segundo a Associação Brasileira de Oncologia Veterinária (Abrovet), a cada ano surgem novos casos de câncer em cães, causados por diferentes fatores, como a genética herdada dos pais, o funcionamento do sistema imunológico e a exposição a substâncias prejudiciais, como raios solares.

“Conforme os cachorros envelhecem, seu sistema de defesa fica mais debilitado, um processo natural do avançar da idade. Em cães jovens, o sistema imunológico é capaz de localizar e eliminar células com defeitos no DNA antes que causem problemas. Porém, nos mais velhos, as células começam a acumular pequenas falhas, podendo se multiplicar de forma descontrolada formando uma neoplasia”, explica Peter Sarmiento, professor de Medicina Veterinária da Estácio.

O diagnóstico precoce da neoplasia é um desafio para veterinários e tutores, pois diferentemente de nós, humanos, os cachorros não conseguem expressar o incômodo que sentem.

“É essencial estarmos atentos às mudanças que os nossos pets apresentam. Os principais sinais são alterações no comportamento, como perda de interesse em brincar, perda de apetite, cansaço excessivo e dificuldade para andar. Também é importante observar se aparecerem caroços no corpo, inchaços na barriga ou alterações na pele, orelhas, focinho e olhos", diz.

Outros indícios incluem vômitos frequentes, emagrecimento sem motivo aparente, mudança na quantidade ou coloração da urina e das fezes, dificuldade para respirar e feridas que não cicatrizam. De acordo com o veterinário, quanto mais cedo essas alterações forem percebidas e avaliadas por um profissional, maiores serão as chances de obter um diagnóstico adequado e, consequentemente, um tratamento bem-sucedido.

Os tumores caninos mais comuns são os que surgem nas mamas e na pele – sendo para este tipo a genética o seu principal fator de risco –, como descreve o médico veterinário. “Cachorros de pelagem clara têm mais chances de desenvolver câncer de pele, pois seu corpo produz menos melanina. Além disso, algumas raças são mais propensas a desenvolver um tipo muito agressivo, chamado de mastocitoma: Boxer, Bull Terrier, Buldogue Francês, Labrador Retriever, Shar-pei, Dachshund e o Golden Retremer, que pode desenvolver também linfoma e câncer nos ossos. Contudo, animais sem raça definida e algumas raças populares no Brasil, como Shih Tzu, Spitz Alemão e Lhasa Apso, podem ter a enfermidade sem associação genética”.

O docente da Estácio esclarece que uma forma de prevenção bem efetiva do câncer associado ao fator genético é a realização de exames de DNA que identificam os genes ligados ao carcinoma. “Com essa detecção precoce, é possível saber quais cães têm chances reduzidas de transmitir essa tendência para os seus filhotes. O exame tem um custo elevado e as informações disponíveis são limitadas a poucas raças, geralmente as de maior valor comercial”, declara.

“Com relação ao câncer associado à exposição a raios solares, a prevenção é feita com a aplicação de filtro solar veterinário, além de evitar caminhadas nos períodos de maior radiação solar, entre 10h e 16h”, adiciona o profissional.

Por

Todos os dias, nossos profissionais estão de olhos abertos e ouvidos atentos para levar até você todas as notícias e novidades que fazem uma cidade pulsar!