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Grupo Galpão fará apresentação única em Nova Lima

Cia apresenta o espetáculo “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão”, no dia 24 de novembro

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O Grupo Galpão faz única apresentação em Nova Lima no próximo domingo, 24 de novembro • Daniel Bittencourt

Uma das companhias de teatro mais importantes do Brasil, o Grupo Galpão chega a Nova Lima, no dia 24 de novembro, às 19h, no Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima, com "De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão", espetáculo que é apresentado como um sarau de músicas e poesias, com direção das atrizes Lydia Del Picchia e Simone Ordones.

O projeto reúne 25 canções do repertório do Grupo, além de apresentar textos sobre a passagem do tempo e o processo de criação artística. Um dos espetáculos mais vistos do Grupo Galpão, "De Tempo Somos" celebra 10 anos em 2024, sempre a encantar milhares de pessoas por onde passa. A apresentação é gratuita e terá interpretação em Libras.

Na ocasião, o Grupo Galpão irá ministrar duas oficinas gratuitas na cidade. No dia 24 de novembro, das 9h às 13h, no NIT – Núcleo de Iniciação Teatral, o ator e diretor teatral Júlio Maciel realiza a oficina "O ator e o trabalho em grupo", destinada a atores, estudantes, pesquisadores de teatro e das artes em geral.

Já no dia seguinte ao espetáculo, dia 25 de novembro, das 18h às 22h, no NIT – Núcleo de Iniciação Teatral, será realizada a oficina de Gestão "Tecnologia da Cena", com o ator e iluminador Rodrigo Marçal e a jornalista e produtora Beatriz Radicchi. A oficina é voltada para artistas independentes, produtores, técnicos e público em geral, interessados nos processos internos de gestão do Grupo Galpão e apresenta o universo dos bastidores do teatro por meio de quatro das inúmeras áreas que envolvem o backstage: iluminação, sonorização, cenotécnica e produção técnica.

As inscrições podem ser feitas pela sympla.com.br/grupogalpao e são 30 vagas.

O espetáculo

"De Tempo Somos" é um espetáculo que nos desafia enquanto atores e nos proporciona uma relação muito direta com o público: uma abordagem diferente dos textos e, principalmente, das músicas, que já fazem parte do imaginário das pessoas que acompanham o Galpão nesses 42 anos - não é por acaso que algumas das canções são dedicadas a elas. Como é bom estar em Nova Lima com este espetáculo, ter a plateia cantando conosco, e perceber que a história do Grupo se renova e se fortalece", destaca Lydia Del Picchia, uma das diretoras do espetáculo.

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como "Corra enquanto é tempo" (1988) e "Álbum de Família" (1990); passando também por "Romeu e Julieta" (1992), "Um Moliére Imaginário" (1997) e "Partido" (1999), chegando até a espetáculos mais recentes como "Tio Vânia" e "Eclipse" (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez.

"A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva", explica Lydia Del Picchia.

Segundo Simone Ordones, atriz e também diretora do espetáculo, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: "O foco desse sarau não é ser nostálgico, mas visar o futuro, o que está por vir; celebrar o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro", explica.

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