“Gabis” dão vitórias ao Brasil na estreia nas Olimpíadas
No handebol, seleção supera a Espanha de forma inédita; no futebol, Marta faz o passe para o único gol contra a Nigéria

Antes mesmo da abertura oficial das Olimpíadas de Paris, que acontece nesta sexta, 26 (com transmissão pela TV, às 14h de Brasília), o Brasil estreou com duas vitórias nesta quinta nas partidas de handebol e futebol feminino. Isso mesmo: as mulheres brilharam.
Em especial duas Gabis: a goleira do time de handebol que fechou o gol contra a Espanha e a Gabi do futebol que marcou o único gol contra a Nigéria.
Na Arena Paris Sul, as brasileiras desbancaram as tradicionais adversárias e quebraram um tabu de dez anos sem vencer as espanholas em competições oficiais. Venceu pelo placar de 29 a 18. Além do bom desempenho ofensivo, as várias defesas da goleira Gabi Moreschi foram fundamentais para consolidar o resultado.
“Estou muito feliz. É meu sonho virando realidade. Quando temos um sonho é mais fácil de jogar feliz, jogar leve. E deu tudo certo. Quero agradecer a todos que estão assistindo, é importante a visibilidade do handebol nessa Olimpíada. Esse suporte que vem de vocês é muito importante para nós", afirmou Gabi.
O primeiro gol até foi da Espanha, mas as brasileiras logo viraram e não saíram mais da liderança no placar. O primeiro tempo terminou com vitória por 15 a 10. No fim, Patrícia e Bruna foram as artilheiras do Brasil com seis gols, Larissa, Giulia e Tamires vieram em seguida, com quatro. Jheniffer, Adriana, Mari, Gabriela e Jéssica, com um cada, completaram a lista de marcadoras.
"Esse jogo é de muita história, vários títulos e a gente estava engasgada. Não aguentávamos mais perder para elas. Conseguimos hoje colocar em quadra não só nossa emoção, vontade e determinação, como também mostrar para elas que viemos para não deixar elas nos intimidarem", destacou a pivô Tamires Morena.
A seleção busca uma medalha olímpica inédita. Até aqui, os melhores resultados foram em Londres 2012 e na Rio 2016, quando o Brasil acabou chegando até as quartas de final.
"Temos muitas coisas pela frente. Nosso grupo é muito forte e precisamos nos concentrar. Cada jogo é um jogo. Esse realmente precisamos celebrar, mas amanhã é outro dia. Foco", completou Tamires.
O Brasil volta à quadra com o handebol feminino no domingo, 28, quando enfrenta a Hungria pela segunda rodada do Grupo B. Além desse jogo, a seleção ainda tem a missão de enfrentar França, dona da casa e atual campeã olímpica, a Holanda, campeã mundial em 2021, e Angola. Os quatro melhores de cada grupo avançam às quartas.
Vitória também no campo
Brasil começou os Jogos Olímpicos com vitória também no futebol feminino, com o placar de 1 a 0 sobre a Nigéria. O gol do Brasil aos 36 min do primeiro tempo foi da atacante Gabi Nunes, após lindo passe de Marta. No próximo domingo, 28, seleção brasileira enfrenta o Japão.
A seleção brasileira enfrentou uma Nigéria muito fechada na defesa no início da partida, o que dificultou bastante para a equipe verde-e-amarela. Curiosamente, as primeiras oportunidades de gol acabaram sendo das adversárias: aos 15 minutos, Lorena fez duas grandes defes, em lances sequenciais, a última delas espalmando para fora. Na cobrança de escanteio, Demehin cabeceou com perigo, para fora. Logo depois, o Brasil respondeu bem, com duas chances desperdiçadas por Gabi Portilho, aos 19 e 20 minutos.
Uma das principais jogadoras e líderes da equipe, Tamires, sofreu entrada forte no tornozelo esquerdo e teve que deixar o campo, sendo substituída por Yasmim. Apesar do baque pela saída da lateral esquerda, o Brasil não se abateu e até chegou a marcar com Marta, mas o gol foi anulado.
Em seguida, não teve jeito: Marta deu passe açucarado para Gabi Nunes, que saiu frente a frente com a goleira Nnadozie e chutou com precisão no ângulo esquerdo: golaço e Brasil 1 x 0, aos 36 minutos. Daí, até o fim da etapa – que teve oito minutos de acréscimo –, uma chance para cada equipe, porém sem alterações no placar.
No segundo tempo, a seleção brasileira iniciou com o controle, sem correr grandes riscos. Aos 14, Marta, por meio de um cruzamento, acertou a trave da goleira nigeriana. Ludmilla também teve sua oportunidade, ao cabecear com perigo, pouco antes de dar lugar a Jheniffer. No mesmo instante, Yayá saiu, para a entrada de Ana Vitória.
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