Fundação de Arte de Ouro Preto tem novo presidente
Wirley Rodrigues Reis planeja trabalhar na gestão de projetos de formação artística, preservação e restauração de patrimônios históricos e a promoção cultural e artística de Minas

O novo presidente da Fundação de Arte e Cultura de Ouro Preto (FAOP), ex-prefeito de Itapecerica, Wirley Rodrigues Reis, foi nomeado neste final de semana e toma posse nos próximos dias. Têko, como é conhecido, promete, em sua gestão, fortalecer a preservação cultural e o incentivo às artes em Minas Gerais.
“Estou muito feliz e emocionado. Quero agradecer a confiança do secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, e do governador Romeu Zema. Será um grande desafio e podem ter certeza que, com toda a equipe da FAOP, faremos um trabalho inovador na gestão dos projetos que abrangem, desde a formação artística, até a preservação e a restauração de patrimônios históricos e a promoção cultural e artística de Minas Gerais”, comemorou.
Wirley Reis é atuante em entidades representativas, como a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Itapecerica (CISVI), dos quais é presidente pelo segundo mandato; a Associação Mineira de Municípios (AMM), da qual é secretário geral; e a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Itapecerica (AMVI), que também já presidiu por dois mandatos.
Artistas fundaram a FAOP
A Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) é uma unidade da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Foi criada em 1968 da união dos esforços do poeta Vinicius de Moraes, da atriz Domitila do Amaral, do escritor Murilo Rubião e do historiador Affonso Ávila, como espaço para produzir e absorver arte. Com vistas a oferecer à cidade de Ouro Preto um instrumento capaz de incentivar o papel de polo irradiador de cultura, o então governador de Minas Gerais, Israel Pinheiro confiou a Murilo Rubião a tarefa de implantar a FAOP.
No ano seguinte à sua inauguração, em 1969, a Fundação integrou à sua estrutura a Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade (EARMFA), criada pelos artistas Nello Nuno e Annamélia Lopes, ao oferecer um variado leque de cursos de arte. Ainda neste primeiro momento, o restaurador Jair Afonso Inácio teve a iniciativa de organizar, junto à EARMFA, o primeiro curso para a formação de conservadores e restauradores no Brasil.
Segundo a Secult-MG, a FAOP tem atuado, por meio de políticas públicas e parcerias, em ações de conservação, restauração, fazeres tradicionais e da arte contemporânea em seus mais diversificados suportes e linguagens.
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