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Fiemg lança campanha para reduzir uso de energia poluente

Iniciativa defende fim das termelétricas até 2035 e propõe investimentos em fontes renováveis para que o Brasil cumpra metas de descarbonização

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Rubens Menin, Pedro Lourenço e Flávio Roscoe • Sebastião Jacinto Júnior

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais lançou nesta semana, durante o evento Imersão Indústria, uma campanha de combate ao uso de energia elétrica proveniente de fontes não renováveis no Brasil. O movimento, alinhado aos compromissos internacionais de descarbonização e transição energética, foi previamente apresentado na Climate Week NYC, em Nova York, onde o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, defendeu a necessidade de investimentos públicos e privados em fontes de energia renováveis.

Intitulada “Combatendo as Mudanças Climáticas: a matriz elétrica e as estratégias para um futuro mais sustentável”, a campanha é baseada em um estudo conduzido pelas áreas de Economia, Meio Ambiente e Energia da Fiemg. O levantamento aponta uma queda na participação das fontes renováveis na matriz elétrica brasileira ao longo dos últimos 30 anos, ao alertar sobre o impacto ambiental e o aumento do custo da energia com a maior dependência de usinas termelétricas movidas a carvão e gás natural.

Entre 1995 e 2022, a participação das hidrelétricas na geração de energia do país caiu de 96% para 64%. Nesse período, a fatia de fontes renováveis na matriz elétrica brasileira reduziu-se de 97,6% para 89%.

“Nossa matriz já foi mais limpa, e mesmo com o crescimento das energias solar e eólica, ela vem se tornando mais poluente”, afirmou Roscoe. Ele criticou as barreiras ao desenvolvimento de projetos renováveis e reforçou que as usinas termelétricas são grandes emissoras de gases de efeito estufa, o que vai contra os compromissos ambientais assumidos pelo Brasil.

Roscoe também destacou a importância de grandes hidrelétricas na mitigação de eventos climáticos extremos, exemplificando com a usina de Três Marias, em Minas Gerais, que evitou enchentes graves ao armazenar volume significativo de água durante chuvas intensas. Ele defendeu o banimento das termelétricas a carvão e gás natural até 2035 como medida essencial para que o Brasil cumpra suas metas de redução de emissões de carbono até 2050.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também se manifestou durante o evento, Criticou as decisões passadas que, segundo ele, favoreceram a construção de termelétricas e a criação de obstáculos para hidrelétricas. Ele ressaltou a necessidade de desativar essas plantas poluentes e priorizar fontes de energia mais limpas e baratas, como a eólica e a solar.

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