Entrevista: Legado sustentável
Para Hugo Soares, executivo de construtora especializada em construção pesada, cada tonelada de CO2 bloqueada simboliza uma escolha pela vida, pela saúde e pelas futuras gerações

Detentora de um portfólio que inclui projetos pioneiros, como a primeira descaracterização de barragem não tripulada do Brasil, a construtora Vale Verde, com sede em Itabira (MG), atua na prestação de serviços de dragagem, drenagem, terraplenagem, pavimentação, sinalização viária, locação de equipamentos, além de operações não tripuladas, com foco na mineração.
Fundada em 1985, especializada em atender grandes mineradoras, a empresa, em operação em várias cidades, conta com mais de 2 mil colaboradores diretos e um número significativo de parceiros e fornecedores. Possui fábrica própria e uma frota de equipamentos de última linha.
“Uma de nossas preocupações é com o impacto social e ambiental das operações. Por isso, promovemos iniciativas, trabalhos sociais e práticas sustentáveis nas cidades onde atuamos. Em 2024, foram doados mais de 1 milhão de reais para diversas localidades e instituições”, destaca o CEO, Hugo Soares.
Como a construtora Vale Verde se posiciona no mercado da construção civil pesada?
A Vale Verde é a 32ª em maior variação de receita do país. Somos a 4ª maior construtora do Sudeste e a 46ª maior do Brasil, segundo o Ranking das 500 maiores. Em 2024, fizemos investimentos da ordem de R$ 120 milhões. Por sermos destaque no segmento nacional de construção civil pesada, trabalhamos com planejamento estratégico e operacional, com maquinário e tecnologia de ponta. Um exemplo, é a recentemente aquisição, em Montevidéu, no Uruguai, da draga Beaver 50 da Royal IHC, por R$ 26,2 milhões. Em operação, a Beaver 50 permite rapidez na execução de projetos, com menor custo operacional e minimização dos impactos ambientais, com atuação na dragagem portuária e na recuperação de rejeitos da mineração.
Qual é o diferencial desse equipamento?
Na prática, a Beaver, máquina de última geração, representa a maior importação de draga de sucção e recalque do Brasil nos últimos anos e promete revolucionar a execução de projetos de dragagem, especialmente em barragens de rejeito, ao oferecer maior eficiência operacional. Um equipamento inovador e de excelência técnica, que para chegar ao interior de Minas Gerais demandou uma grande logística, desde o planejamento detalhado para garantir a desmontagem e o transporte seguro, até a remontagem de forma eficiente, sem contratempos.
Como a empresa se insere no contexto da sustentabilidade?
A descarbonização nos desafia a reconsiderar como usamos energia e enxergamos nosso impacto no planeta. Mais do que um desafio, temos a oportunidade de gerar empregos verdes, criar novas tecnologias e construir um futuro sustentável. Um dos de nossos focos de atuação tem sido a transformação sustentável com iniciativas de descarbonização. Nesse sentido, a Vale Verde reafirma seu compromisso com a sustentabilidade ao introduzir um ciclo completo de descarbonização em suas operações, destacando o uso de energia fotovoltaica e inovação tecnológica como pilares das práticas ambientais. Consideramos muito mais que uma questão ambiental; é um compromisso com o futuro.
Como a tecnologia se insere no cenário da construção civil pesada?
Estamos inovando com Realidade Virtual (RV) para capacitação e operações remotas. Uma ferramenta que permite a experimentação de cenários de construções complexos ou perigosos sem riscos físicos, garantindo eficiência e segurança aos colaboradores. Avançamos significativamente no uso de tecnologia de ponta na construção civil por meio do desenvolvimento e da implementação de soluções baseadas na Realidade Virtual (RV). No total, a empresa investiu em torno de R$ 12 milhões em Tecnologia, engoblando, além de RV, tecnologias BIM e equipamentos de tele operação.
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