Itatiaia

Rock vira Axé: bloco 'Asa de Banana' arrasta multidão com clássicos dos anos 80 em BH

Clássico do Carnaval da capital reúne foliões amantes dos dois ritmos

Por
Bloco Asa de Banana, que desde 2017 agita a capital mineira, colocou seu cortejo na rua com uma proposta que pegou o público de surpresa: o tema “Axé de Vinil — Rock Anos 80
Bloco Asa de Banana, que desde 2017 agita a capital mineira, colocou seu cortejo na rua com uma proposta que pegou o público de surpresa: o tema “Axé de Vinil — Rock Anos 80 • Uarlen Valério/Itatiaia

A Avenida Augusto de Lima, no Centro de Belo Horizonte, ferve na tarde deste sábado (14) de Carnaval. O bloco Asa de Banana, que desde 2017 agita a capital mineira, colocou seu cortejo na rua com uma proposta que pegou o público de surpresa: o tema "Axé de Vinil — Rock Anos 80 no Carnaval do Asa de Banana".

A mistura, que para alguns poderia soar improvável, provou-se uma receita de sucesso logo nos primeiros metros de desfile. A energia do rock oitentista se funde à percussão característica da Bahia.

“Eu venho todo ano no Asa, eu adoro. Eu escolho ele porque é mais fino, não tem confusão, não tem arrastão”, disse Morinha Silvia, de 62 anos.

Do galope ao samba

O grande diferencial deste sábado é a Bateria Voadora. Com mais de 150 ritmistas e uma ala de dança afiada de 30 integrantes, o bloco transformou hinos das paradas mundiais em ritmos carnavalescos.

Com ritmo de galope, o clássico "Take on Me" (A-Ha) e "Dancing With Myself" (Billy Idol) ganharam uma velocidade frenética que faz o folião pular como se estivesse atrás de um trio elétrico em Salvador.

Além de músicas épicas como "Jump" (Van Halen) e "The Final Countdown" (Europe), que foram adaptadas para o balanço malemolente do samba, criando um contraste que diverte e contagia.

“Homenagem ao axé raiz”

Apesar da incursão pelo rock, o DNA do bloco permanece preservado. O repertório não deixa de fora os sucessos de Chiclete com Banana e Asa de Águia.

Um dos momentos mais emocionantes da tarde ocorreu durante a execução de "Coração Grandão". Em uma homenagem planejada a Bell Marques, a banda e a bateria fizeram um "apagão" instrumental completo, deixando apenas a voz das milhares de pessoas ecoando o refrão à capela entre os prédios do centro.

"A ideia é elevar a régua da mistura. O Carnaval de BH é diversidade, e trazer o vinil dos anos 80 para o tambor mineiro é a nossa forma de celebrar isso", afirmou a organização do bloco.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

Belo Horizonte