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Morte por choque elétrico em pré-Carnaval de Goiás acende alerta, veja recomendações para desfiles seguros

Cemig alerta que ninguém está autorizado a tocar fios elétricos, seja com as mãos ou com uso de objetos

Por e 
Desfile marca retorno do bloco ao carnaval de rua após surtos de Covid-19
Imagem aérea de Carnaval em BH • Anderson Porto | Drone | Itatiaia

Um homem morreu eletrocutado durante o desfile de um bloco de pré-Carnaval em Goiânia (GO), no sábado (22). Ele suspendeu um cabo de energia elétrica para permitir a passagem de um trio elétrico, segundo informou o portal g1.

Nero Martins da Costa, de 65 anos, usou as mãos para mexer nos cabos e recebeu uma descarga elétrica por isso. Ainda segundo a reportagem do g1, ele foi contratado para auxiliar na montagem do trio elétrico e, depois, para apoiar o motorista do caminhão nas manobras, quando foi atingido. Segundo a organização do bloco, o trio elétrico cumpriu "todas as exigências legais, incluindo documentação, alvarás e a realização de um percurso técnico prévio”.

Em nota ao portal g1, a Equatorial Energia, concessionária responsável pela rede elétrica, informou que Nero levantou muito os cabos de telefonia e acabou atingindo os fios de baixa tensão. A companhia ressalta que a rede elétrica estava na altura padrão exigida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

É expressamente proibida a prática de levantamento de fios

Acidente comum

Eletrocussões causadas por toque na rede elétrica são comuns, infelizmente. Um dos casos mais significativos aconteceu em 2011, durante o pré-Carnaval de Bandeira do Sul (MG). Uma serpentina metalizada atingiu a rede elétrica e gerou um curto-circuito que atingiu os foliões - dezesseis pessoas morreram e outras 55 ficaram feridas.

Para além do período de folia, as mortes provocadas por choques elétricos acontecem às centenas a cada ano no Brasil. O anuário da Abracopel (Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade) divulgado em 2024 mostra que esse tipo de óbito cresceu 13,9% no Brasil de 2022 para 2023. Foram 592 vítimas fatais de choques elétricos em 2022 e, em 2023, o número subiu para 674. Os dados podem ser até três vezes maiores, já que a Abracopel não computa todos os acidentes do tipo no país.

Prevenção

Fica o primeiro alerta - é proibido levantar fios elétricos. "Não existe ninguém autorizado a levantar cabos ou qualquer equipamento da rede elétrica. As redes não podem ser tocadas, nem mesmo com vassouras, rodos, canos de PVC ou qualquer outro objeto", explica o gerente de Segurança do Trabalho da Cemig, Wellington Cabral.

Outro perigo potencial está nos fios partidos. Wellington recomenda que, ao encontrar um fio rompido, a pessoa "não deve se aproximar ou tocar no cabeamento e, se possível, deve impedir que outras pessoas se aproximem”.

E um alerta para a decoração - não colar decorações e outros itens em postes ou em locais com possibilidade de tocar a rede elétrica. Assim como os palcos para apresentações, que devem ficar longe da fiação e não devem ser montados embaixo ou próximos das redes elétricas. Além disso, "não se deve arremessar sprays, jatos d’água, fogos de artifício ou objetos na fiação", completa Wellington.

Em caso de perigo ou acidentes com a rede elétrica, a população pode acionar o Corpo de Bombeiros, no número 193, e a Cemig no telefone 116, para quem vive em Minas Gerais. Nos demais estados, devem ser acionados Corpo de Bombeiros e a concessionária de energia elétrica local.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.