Damião diz que Carnaval de BH é 'do povo e não do abadá'
O prefeito voltou a rivalizar, em tom de brincadeira, os carnavais de outras capitais do Brasil como, por exemplo, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro

O prefeito em exercício de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), voltou a comentar sobre a "rivalidade" entre os carnavais nas capitais brasileiras. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que em BH, a festa é "do povo, não é do abadá".
"Não vendemos abadá para ficar na corda. A corda é do trio, de proteção. Não temos camarotes para acompanhar os cortejos, é o povo que está ali. Todos unidos, sem separação de quem é quem", afirmou.
Damião ainda ironizou dizendo que os carnavais de São Paulo e Rio de Janeiro são "maravilhosos", mas que a capital tem o maior e mais seguro Carnaval de rua do Brasil.
Investimento
Desfile das Escolas de Samba e Blocos Caricatos
Na segunda-feira (3) e na terça-feira (4), escolas de samba e blocos caricatos desfilaram na avenida dos Andradas, região Leste da capital mineira. Anteriormente, as agremiações desfilavam na avenida Afonso Pena, no Centro da cidade.
A mudança foi proposta pelos próprios representantes das escolas e dos blocos caricatos, que pediam à prefeitura de BH um espaço mais amplo e iluminado para realizar as apresentações.
Segundo o prefeito em exercício, o objetivo para as próximas edições é dar continuidade ao trabalho feito neste ano. "Fizemos uma avenida para eles com som de primeiro mundo, iluminação de primeiro mundo, os camarotes, as arquibancadas, o sistema de LED... tudo que eles precisam e merecem", afirmou.
BH terá Sambódromo?
Ao contrário de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, Belo Horizonte ainda não tem um espaço específico, como os sambódromos, para desfiles de escolas de samba.
Quando questionado sobre a possibilidade de incluir não só as escolas de BH, mas também da região metropolitana neste projeto, Damião não descartou a possibilidade, mas disse que, atualmente, o Carnaval da capital é dos blocos de rua. "Se voltássemos a ter o Carnaval da década de 70, 80, ou até 90, sim. Naquela época, a festa era das escolas de samba e dos blocos caricatos. Hoje se inverteu. Os blocos de rua são mais fortes", disse.
Ele explicou que, no entanto, é preciso manter a tradição. "Temos que manter o que temos, pois a história veio dali", detalhou.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



