Carnaval de BH: Canto da Alvorada desfila com cantores experientes na Sapucaí, mas sofre problemas no fim
Arte barroca pautou desfile da escola, que viu esculturas afixadas em alegoria caírem antes do fim do desfile

Uma das mais tradicionais escolas de samba de Belo Horizonte, a Canto da Alvorada fez, entre o fim da noite de terça-feira (13) e o início de quarta-feira (14), um dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval da cidade. A agremiação teve como intérprete o cantor Wantuir de Oliveira, famoso pelas apresentações na Marquês de Sapucaí.
Um dos carros alegóricos do desfile, que passou pela história da arte barroca em Minas Gerais, esbarrou no carro de som e perdeu duas de suas esculturas.
O samba sobre o barroco foi feito por um grupo de compositores liderados por Moisés Santiago, que já escreveu letras para escolas como Imperatriz Leopoldinense e Acadêmicos do Salgueiro. Wilson Mineiro, um dos compositores agraciados com o Estandarte de Ouro do Jornal O Globo pelo samba deste ano da Imperatriz carioca, também ajudou a confeccionar a letra.
Moisés Santiago também foi um dos cantores na avenida. Ao lado dele, estiveram Wantuir e dois representantes do samba belo-horizontino: Nonato do Samba e Raimundo do Pandeiro.
Nascido em BH, Wantuid deixou a cidade quando tinha apenas um ano de vida. Ele celebrou a oportunidade de soltar a voz na passarela da Avenida Afonso Pena.
Disputa acirrada
Ao contrário do que acontece em algumas cidades com Carnaval de passarela, a parceria de Moisés Santiago não foi escolhida para compor o samba do Canto da Alvorada. Eles tiveram de vencer um concurso realizado pela escola e, assim, puderam ver a obra que escreveram na avenida.
A gente não aceitou participar de encomenda. Falamos para o presidente que queríamos disputar samba, pois, tem, também, de alimentar os grandes artistas de cada cidade. Não podemos simplesmente achar que, por termos o nome do Rio de Janeiro, Carnaval grandioso, que somos maiores que compositores de qualquer canto do país", explicou.
Segundo Moisés, não há diferenças entre compor para escolas do Rio e ajudar nos desfiles de BH. "Não há diferença nenhuma, porque a responsabilidade com a história e com a cultura é a mesma", pontuou.
"Junto com o samba, vai o nosso nome. A gente demora a construir e a ter solidez no trabalho", completou.
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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.




