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Após conflito no Carnaval, PM diz que combater 'brigas generalizadas' é o maior desafio

Nesse domingo (2), PM usou spray de pimenta para conter briga em bloco e foliões precisam ser socorridos

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Confusão aconteceu durante o cortejo do Baianeiros, no bairro Castelo, em BH • Uarlen Valério/Itatiaia

Após policias militares despejaram gás de pimenta para tentar apartar uma briga no bloco Baianeiros, no bairro Castelo, na região da Pampulha, na tarde desse domingo (2), o capitão Rafael Veríssimo de Carvalho, da comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais, disse que os conflitos generalizados são os maiores desafios para a corporação

"Um dos desafios para a segurança pública são os crimes, são as brigas generalizadas”, disse à itatiaia na manhã desta segunda-feira (3). Foram dois conflitos registrados na ocasião.

No primeiro deles, conforme o boletim de ocorrência, os militares foram acionados pelo cantor Danniel Maestri, que viu a confusão de cima do trio elétrico. Um grupo de foliões começou a brigar do lado esquerdo do bloco, trocando agressões e atingindo pessoas ao redor, incluindo mulheres, crianças e idosos.

"A própria população que estava no local começou a vaiar aquelas pessoas que estavam na briga. Isso ajuda na operação da Polícia Militar para a gente fazer a contenção e evitar danos maiores", acrescentou.

"A dispersão da primeira briga evoluiu para uma segunda e o cantor nos acionou e isso é muito importante", disse. Para conseguir controlar os ânimos dos foliões, os policiais usarem spray de pimenta para dispersar as pessoas. "Foi utilizado um spray pimenta, visando com que não haja a evolução da rixa para um crime mais grave", afirmou.

Segundo a PM, devido à aglomeração de foliões, seis pessoas foram expostas ao spray de pimenta e foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros.

Confusão em Juiz de Fora

A Prefeitura de Juiz de Fora divulgou nota “deplorando o uso desnecessário da violência” no Bloco da Benemérita, que faz parte da programação oficial do Carnaval 2025.

No último sábado, houve confusão no final do bloco, que reuniu na maioria pessoas negras e LGBTQIAPN+, na Praça Antônio Carlos, no Centro. Vídeos que circulam nas redes sociais e já foram compartilhados por movimentos sociais denunciam a truculência da polícia militar no dispersar do bloco.

"Então, foi necessário ali o uso da força, o uso também do spray de pimenta para conseguir fazer essa dispersão. No entanto, tivemos problemas que acarretou até a prisão de um dos cantores que estava no palco porque ficou incitando a violência. E quando a gente faz o paralelo com a briga no Baianeiros, na qual o cantor e a própria população ajudaram a atenuar a briga", acrescentou.

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.