Acadêmicos de Venda Nova faz encontro entre o mar e o sertão para buscar o bicampeonato
A escola de samba desfilou pela avenida Afonso Pena na madrugada desta quarta-feira (14)

"O Sertão vai virar mar o mar vai virar Sertão", foi o enredo da escola de samba Acadêmicos de Venda Nova que tomou conta da Avenida Afonso Pena, no Carnaval de Belo Horizonte, na madrugada desta quarta-feira (14).
O desfile da escola ocorreu tecnicamente perfeito. A Acadêmicos de Venda Nova correu a avenida dentro do tempo, sem atraso dos carros e com um desenvolvimento sincronizado que não deixou nenhum buraco entre as alas. A bateria, chamada de Venenosa, foi o grande destaque, com um grande peso e ritmo.
Vale ressaltar que ambas escolas vindas de Venda Nova trouxeram no enredo o Rio São Francisco, de formas diferentes. Enquanto a (G.R.E.S) Imperatriz de Venda Nova falou sobre uma lenda, a Acadêmicos de Venda Nova trouxe o tema de maneira mais lúdica.
Marco Aurélio Gonçalves, fundador carnavalesco da Acadêmicos de Venda Nova, explicou o enredo do desfile: "Contamos sobre o encontro ancestral de águas de um oceano de 540 milhões de anos atrás chamado Clímene que corria em Minas Gerais. Onde corria este oceano, corre hoje o Rio São Francisco, então é a união dessas águas ancestrais com as águas atuais do São Francisco."
Aposta em artista de Parintins
O desfile da Acadêmicos de Venda Nova contou também com um pouco da magia e das criativas soluções vistas no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. A escola de samba apostou no trabalho de um artista que já atuou na confecção de esculturas do Boi Caprichoso, entidade famosa pelos grandes esculturas e carros alegóricos.
Raykenn Silva Muniz, criado em meio à tradição dos bois de Parintins, trabalha como soldador na Acadêmicos de Venda Nova. Neste ano, ele ajudou a preparar esculturas que podem se mover na avenida. A ideia é utilizar movimentos de asas e de cabeças de animais fixadas nas alegorias para cativar o público que está na Passarela do Samba.
“Minha família sempre foi Garantido. Tenho grande amor pelo Garantido, mas trabalhei no Caprichoso, que me recebeu muito bem como artista. Torço pelos dois”, diz, à Itatiaia, ao relembrar a experiência na terra natal.
Depois de Parintins, Raykenn passou por São Paulo (SP), onde trabalhou na Unidos de Vila Maria, tradicional escola da cidade. “Estive nos desfiles sobre Peru e Chaves (o seriado de televisão). Cheguei em 2015 (à Vila Maria)”, falou, ao relembrar a passagem pela folia paulistana.
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Natasha Werneck é jornalista formada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Foi repórter de Política e Cultura do Jornal Estado de Minas e já atuou em portais como Hugo Gloss e POPline. Foi estagiária da Itatiaia e retornou à empresa em 2023, como repórter de Entretenimento.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.




