Você já pesquisou o CPF dele? Vídeo viral orienta mulheres a buscar histórico de parceiros
Guarda Municipal da Serra, no Espírito Santos, mostra como consultar processos e identificar histórico de violência doméstica

“Antes de se apaixonar, você já pesquisou o CPF dele? Ou só descobre tudo depois do trauma?”. Essa foi a indagação feita em um vídeo da Guarda Municipal da Serra, no Espírito Santo (ES), que viralizou nas redes sociais nesta semana, que mostra como mulheres podem consultar se o homem com quem estão saindo tem histórico de violência doméstica.
Segundo a publicação, qualquer pessoa pode consultar processos no site do Tribunal de Justiça. No caso do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), a orientação é:
“Clique na primeira opção. Vá em ‘consultas’, depois em ‘acompanhamento processual’. Em seguida, será aberta uma página com a opção ‘nome do processo’. Clique em ‘consulta unificada’ e, na barra de busca, digite o nome completo dele”.
Com isso, é possível visualizar o histórico de processos do indivíduo. Caso apareçam registros relacionados à Lei Maria da Penha ou medidas protetivas, o alerta é para redobrar a atenção.
“Não é sobre julgar, é sobre se proteger. Muitas histórias começam lindas, mas escondem sinais que poderiam ser evitados. Informação também é uma forma de segurança. Se cuide, denuncie e procure ajuda”, finaliza a publicação. Assista aqui.
Violência doméstica
Consultar o histórico de um parceiro pode ser uma medida importante de proteção, já que a maioria dos casos de violência contra a mulher acontece dentro de casa, em ambiente familiar.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 66,3% dos feminicídios no Brasil ocorrem na própria residência. A análise de 5.729 casos entre 2021 e 2024 reforça esse padrão: 59,4% das vítimas foram mortas pelo companheiro, 21,3% pelo ex-companheiro, 10,2% por outros familiares e apenas 4,9% dos autores eram desconhecidos.
Em 2025, foram registradas 1.568 vítimas de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Os dados também revelam desigualdades: 62,6% das vítimas são mulheres negras, grupo que enfrenta maior vulnerabilidade e menor acesso a redes de proteção.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.



