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Velocidade de afundamento da mina da Brasken diminui, afirma Defesa Civil

Parte da mina se rompeu em Maceió (AL) no dia 10 de dezembro, sob as águas da Lagoa Mundaú

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Rompimento da mina 18 da Braskem foi registrado às 13h15 desse domingo (10) • Itawi Albuquerque/Secom Maceió

A Defesa Civil de Maceió (AL) anunciou, nesse sábado (23), que a velocidade com que o solo da mina 18 da empresa petroquímica Braskem vinha afundando diminuiu “significativamente” nos últimos dias.

A constatação sugere que o solo na região da mina pode estar se estabilizando, afirmou coordenador da Defesa Civil, Abelardo Nobre.

“Aquele cenário de preocupação que tínhamos antes já não existe. O afundamento reduziu significativamente, o que nos leva a entender que o solo pode se acomodar e estabilizar”, afirmou Abelardo, em nota divulgada pela prefeitura de Maceió.

Parte da mina 18 se rompeu no último dia 10 de dezembro, em um ponto sob as águas da Lagoa Mundaú.

O momento em que o solo cedeu foi registrado por câmeras de segurança e mostram o redemoinho que se formou quando a água invadiu a caverna subterrânea, que foi formada após décadas de exploração do sal-gema na região.

O equipamento que técnicos da Defesa Civil e da Braskem usavam para monitorar movimentações do solo em torno da mina e das áreas desocupadas foi perdido no rompimento.

Embora o aparelho substituto tenha sido instalado nas proximidades da mina no dia seguinte (11), demorou dias para a ferramenta fornecer dados consistentes sobre a situação do terreno.

De acordo com a Defesa Civil, após dez dias de monitoramento, é possível afirmar que a movimentação do solo teve uma redução significativa. Os dados indicam que o terreno afunda alguns milímetros por hora.

Entre sexta-feira (22) e sábado (23), por exemplo, o deslocamento vertical totalizou 2,5 centímetros, com uma média deslocamente de 1 mm/hora.

Em 29 de novembro, quando as autoridades alertaram para o risco de colapso da mina, a velocidade de afundamento era de 5 centímetros por hora.

Apesar do otimismo, a Defesa Civil e a prefeitura de Maceió alertam para a população evitar transitar pela área desocupada e de navegar em parte da Lagoa Mundaú.

*Com informações da Agência Brasil

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