Tragédias como a do RS mostram como direitos humanos não podem ser esquecidos, aponta autora
Advogada Ingrid Haas lança livro “Os novos direitos humanos”
O livro Os Novos Direitos Humanos, da advogada e autora Ingrid Haas, trata de desmistificar a ideia de que a Declaração Universal dos Direitos Humanos serve para “defender bandido” e derrubar a noção de que a função de garanti-los é só do Estado ou de entidades como a Organização das Nações Unidas (ONU). Logo na capa, o leitor já se depara com a frase: “a mudança começa em você”.
Mesmo com a instituição da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU, há 75 anos, e com o artigo 5 da Constituição Federal, Ingrid destaca que “a gente vê minorias gritando por esses direitos, essa luta incessante e insuficiente”.
Para a autora, a aplicação dos direitos humanos se restringe aos países do ocidente. “eles (os direitos humanos) só são aplicados no mundo pelos países ocidentais, que são detentores da ONU. Então, por isso a gente ainda vê violações aos direitos humanos acontecendo em outros países que não são adeptos à Declaração Universal dos Direitos Humanos, a gente ainda convive com isso”.
Não é a primeira vez que a advogada escreve sobre isso. Ela também já escreveu outro livro a respeito e tratou sobre os direitos humanos na defesa de seu doutorado. “O primeiro livro foi lançado em 2015 que foi resultado da minha defesa de doutorado, e muita coisa não mudou desde então. Na primeira edição, eu constatei e fiz toda uma retrospectiva do que de fato são esses direitos humanos e porque a gente convive com essas violações”.
A diferença, é que agora o objetivo é chamar a atenção de cada um como indivíduo: “esse livro e essa trajetória de lá para cá, da primeira edição para a segunda, foi como fazer se materializar e efetivar de fato os direitos humanos para todos”.
* Sob supervisão de Enzo Menezes
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



