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Tarcísio nega que irá concorrer à presidência em 2026 e diz que combate ao crime não justifica erro policial

As declarações do governador de São Paulo foram dadas em entrevista à Band; o chefe do Executivo paulista mira reeleição em meio à polêmicas com a violência policial no estado

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Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador de São Paulo • Reprodução / Band

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que deve tentar a reeleição em 2026. Os planos de uma futura candidatura à presidência da República devem, por enquanto, ficar para o futuro.

"Qual é a minha opção, qual é o meu caminho em 26? É continuar em São Paulo [...] eu sou muito fiel àqueles que me elegeram. Eu tive um grande apreço da população de São Paulo que me acolheu, e nós temos projetos muito interessantes para entregar em 28, em 29, em 30. O que me motiva a ficar em São Paulo? A entrega desses projetos", afirmou Tarcísio em entrevista ao programa Canal Livre, da Band.

O governador paulista ressaltou, porém, que a tentativa de reeleição não o impedirá de atuar a favor de seu grupo político no plano federal e voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro. "Nós temos uma grande liderança da direita, que é o [Jair] Bolsonaro [PL], e eu entendo que o candidato viável vai ser o próprio Bolsonaro ou aquele que ele ungir”, destacou.

Tarcísio de Freitas afirmou ainda que situações adversas já foram revertidas várias vezes no Brasil. "Para mim, o Bolsonaro continua sendo um grande ator da direita, e vai ser na eleição de 26, independente de qualquer coisa”, disse. Bolsonaro, atualmente inelegível, vê o cerco se fechar com o avanço de diversas investigações, como a de uma trama golpista para impedir a posse de Lula.

Sobre os últimos acontecimentos sobre a violência policial em São Paulo, o governador paulista voltou a afirmar que há uma deficiência na formação de agentes de segurança. "A gente tem uma deficiência na formulação de políticas públicas na segurança. Isso não é apenas em São Paulo, isso é geral. Mas a gente está fazendo essa reflexão aqui no estado", pontuou.

Tarcísio afirmou ainda que "às vezes a gente não faz a discussão do que a gente quer resolver [...] a gente tem gastado muita energia no combate ao crime organizado. E de fato temos que combater porque afeta hoje até os negócios lícitos. Mas o que incomoda o cidadão? O assalto. O cidadão não quer ser assaltado”, destacou.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.