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Tarcísio defende vacina da dengue e diz que 'suspensão é por cautela'

A declaração foi dada em uma agenda pública nesta terça-feira (9), cerca de 24h depois que o Ministério da Saúde determinou a interrupção temporária da aplicação do imunizante

Por, de São Paulo
Reprodução / Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e afirmou que a 'suspensão é por cautela'. A declaração foi dada em uma agenda pública nesta terça-feira (9), cerca de 24h depois que o Ministério da Saúde determinou a interrupção temporária da aplicação do imunizante.

“A gente considera a vacinação segura. Essa vacina passou por 20 anos de desenvolvimento, de pesquisa, com os melhores cientistas do mundo, que são do Butantan, desenvolvendo esse trabalho. Tivemos a primeira fase, segunda fase, terceira fase. Tivemos 11 mil pessoas testadas sem nenhum efeito adverso, sem nenhum tipo de problema. E quando se iniciou a vacinação tínhamos dois grupos, profissionais de saúde e a vacinação em massa”, explica Tarcísio.

“Nas vacinações em massa não tivemos nenhum efeito adverso, foram relatados alguns efeitos naquele grupo de profissionais de saúde que agora a gente precisa pesquisar para saber se existe um nexo causal, uma relação de causalidade. Isso não está comprovado. Por cautela, se preferiu paralisar a vacinação, pesquisar exaustivamente, para que depois se possa retomar a vacinação e dar o conforto para as pessoas", acrescenta.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 500 mil doses foram aplicadas desde o início da estratégia. Nesse universo, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas à vacinação, o equivalente a cerca de oito casos para cada 100 mil doses aplicadas.

Entre os registros, houve três casos graves, dos quais dois evoluíram para óbito. No entanto, o ministro ressaltou que, até o momento, não existem evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e os casos graves ou as mortes.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.