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'Qualquer hora me mata': PM morta em SP relatou à amiga ciúmes do marido

Família aponta comportamento abusivo de tenente-coronel casado com Gisele; polícia analisa novas provas e laudos do caso

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'Qualquer hora me mata' PM morta em SP relatou à amiga ciúmes do marido
'Qualquer hora me mata' PM morta em SP relatou à amiga ciúmes do marido • Foto: Reprodução | CNN

A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta no apartamento em que morava na Região Central de São Paulo, em fevereiro, enviou mensagens a uma amiga desabafando sobre o ciúmes do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, afirmando que ele "ficava cego", em algumas situações.

Em um printi de uma conversa enviada à CNN Brasil pelo advogado da família, Dr. Miguel Silva, é possível ver a troca de mensagens de Gisele com uma amiga. Em um trecho ela afirma sobre o tenente-coronel: "Qualquer hora me mata".

De acordo com os familiares de Gisele, ela e Geraldo viviam um relacionamento conturbado e abusivo. Em depoimento, a mãe da vítima declarou que Gisele sofria certas proibições impostas pelo oficial. Para autoridades, o tenente-coronel foi descrito como alguém que a proibia de usar batom, salto alto e perfume, além de exercer controle sobre suas redes sociais e exigir o cumprimento rigoroso de tarefas domésticas.

Relatos do irmão também mencionam um episódio anterior em que o marido teria enviado um vídeo com uma arma apontada para a própria cabeça, ameaçando tirar a vida caso a soldado concretizasse a intenção de se separar.

PM queria sair de casa

Nessa segunda-feira (16), o advogado da família de Gisele apresentou um áudio da PM enviado ao pai dias antes da morte. A defesa afirma que o material foi entregue à investigação e que pode ajudar a esclarecer o contexto do relacionamento dela com o marido.

Na gravação, a policial conversa com o pai sobre a possibilidade de ficar mais perto da família por causa da rotina de trabalho e da filha. Em um dos trechos, ela explica que sair de casa cedo dificultava a locomoção e que preferia permanecer em um local mais próximo.

Pra mim é melhor ir aí na rua, entendeu? Quanto mais perto daí, melhor… De manhã eu vou sair muito cedo pra ir trabalhar… eu vou ter que deixar a Giovana dormindo aí… então quanto mais perto, melhor.

Diz o áudio

Investigações

A expectativa agora são os resultados de dois novos laudos do caso, um em relação a exumação do corpo da soldado e outro de uma reconstituição feita pelas autoridades. A Polícia Civil aguarda os laudos para analisar se pede a prisão do tenente-coronel.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.