MP recorre de revogação de prisão de empresário suspeito de golpear esposa com taco de beisebol
Ivo Vel Kos, de 48 anos, é um empresário conhecido no mercado financeiro, foi preso em agosto e se tornou réu por lesão corporal e ameaça contra a esposa Giulia Falcão, de 27 anos;

O Ministério Público de São Paulo recorreu, nessa quinta-feira (22), da decisão judicial que determinou a soltura do empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos. Ele estava preso preventivamente desde agosto, acusado de agredir e ameaçar a mulher, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão, de 27 anos, na Zona Oeste da capital paulista.
O empresário deixou a Penitenciária de Potim II na quarta-feira (21), após a Justiça revogar a prisão preventiva. Ele responde a um processo por lesão corporal e ameaça. Na época das agressões, Giulia publicou nas redes sociais fotos dos ferimentos e um relato sobre o caso. Segundo ela, a decisão de expor a situação foi motivada pelo fato de o marido ter negado episódios anteriores de violência.
Ao determinar a soltura, a Justiça levou em consideração o acordo de divórcio entre o casal, a declaração da vítima de que não se sentia mais ameaçada e não considerava necessária a manutenção da prisão, além das condições pessoais do acusado, da necessidade de tratamento médico e do tempo em que ele permaneceu detido, por mais de dois meses.
A decisão também considerou que a inclusão de novos fatos na denúncia e de outro acusado prejudicaria a realização de uma audiência de instrução já agendada. Em vez da prisão, foram impostas medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, restrições de deslocamento e ampliação das medidas protetivas em favor da vítima.
No recurso, os promotores de Justiça Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso argumentam que a soltura representa um risco, mesmo com a formalização do divórcio e a manifestação de Giulia favorável à liberdade do empresário. Para o Ministério Público, há elementos que indicam a possibilidade de novas agressões e riscos ao andamento do processo.
A acusação ressalta que o caso vai além de lesões leves. Segundo os promotores, os episódios investigados incluem agressões físicas prolongadas, ameaças de morte, uso de uma arma de choque do tipo taser, de um taco de beisebol e restrição da liberdade da mulher.
Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.



