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Polícia investiga negligência após morte de trabalhador em palco de Shakira no RJ

Jovem foi prensado entre dois elevadores de serviço enquanto auxiliava na instalação de quatro equipamentos

Por e 
Gabriel era funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos
Gabriel era funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos • Foto: Redes Sociais

As investigações da Polícia Civil apontam indícios de negligência na morte de um serralheiro durante a montagem do palco para o show da cantora Shakira, na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesse domingo (26).

Após perícia, foi constatado que Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, funcionário da empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos, foi prensado entre dois elevadores de serviço, no sentido vertical, enquanto auxiliava na instalação de quatro equipamentos.

De acordo com o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana), o funcionário que acionou o equipamento estava a cerca de 25 metros de distância, quando deveria estar mais próximo. A declaração foi dada à GloboNews.

“A princípio, entendemos que ele estava soldando uma peça. Um elevador estava embaixo e o outro em cima, e ele teria dado um comando para o operador baixar o equipamento, momento em que acabou ficando prensado entre os dois”, explicou Lages.

Ainda segundo o delegado, o trabalhador estava em uma posição proibida pelas normas de segurança. “Ele estava operando o equipamento dentro do equipamento, ele deveria estar do lado de fora para o equipamento ser movimentado”, detalhou.

A Polícia Civil realizou uma primeira perícia no domingo, logo após o acidente, e outra nesta segunda-feira (27). O caso é investigado pela 12ª DP como lesão corporal culposa decorrente de acidente de trabalho.

À Itatiaia, a PC informou que outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias da morte do serralheiro.

Se for confirmada negligência por parte da empresa, os responsáveis poderão responder por homicídio culposo. Caso contrário, o episódio será tratado como acidente de trabalho, sem responsabilização criminal.

O acidente

No momento do ocorrido, a vítima foi socorrida pela brigada de incêndio que acompanhava a montagem e encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Segundo o Corpo de Bombeiros, colegas relataram que o trabalhador sofreu esmagamento dos membros inferiores em um sistema de elevação.

A assessoria do evento confirmou a morte e lamentou o ocorrido. “Infelizmente, o profissional veio a óbito no hospital. Neste momento, estamos prestando todo o apoio, acolhimento e solidariedade à empresa responsável, à equipe e aos familiares da vítima”, informou em nota.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.