A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu três pessoas suspeitas de planejar um ataque terrorista no Centro do Rio, nesta segunda-feira (2). De acordo com as investigações, os envolvidos participavam de grupos de mensagens e páginas em redes sociais usados para organizar manifestações antidemocráticas, com o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov, em diversos estados do Brasil.
No Rio de Janeiro, o ataque seria realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da capital. Ainda segundo a polícia, após um trabalho de inteligência, agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) conseguiram impedir a execução do plano durante a “Operação Break Chain”.
Na ação, foram cumpridos dezenas de mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da Região Metropolitana e do interior do estado.
De acordo com a Polícia Civil, embora se identificasse como apartidário e anticorrupção, o grupo, autodenominado “Geração Z”, incitava e preparava atos de violência e terrorismo, além de estimular ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos.
O objetivo das ações era provocar pânico, desordem e caos social.
Segundo a polícia, os três presos são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo, ou incendiário.
Todos são participantes ou administradores de grupos vinculados ao Rio de Janeiro e exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque.
Além dos três presos, outras 13 pessoas foram identificadas. A Polícia Civil vai representar por novos mandados de busca e apreensão, que já foram deferidos pela Justiça.