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PM afasta policiais do Bope após morte de morador em operação no RJ

Agentes são investigados por uso irregular de câmeras corporais; ação terminou com oito mortos e gerou reação violenta de criminosos na região

Por e 
Operação do Bope deixa 8 mortos no Rio e ônibus são incendiados
Operação do Bope deixa 8 mortos no Rio e ônibus são incendiados • Foto: Reprodução | Redes Sociais

Quatro policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tropa de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foram afastados do patrulhamento das ruas após a morte de um morador no Morro dos Prazeres, na Região Central da capital fluminense, durante uma operação da corporação, na última quarta-feira (18).

Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, os agentes ficarão fora do serviço operacional até a conclusão das apurações e, nesse período, atuarão em funções administrativas, sem participar do policiamento nas ruas.

De acordo com a PM, a decisão foi tomada após análise preliminar indicar uso inadequado das câmeras corporais durante a operação que terminou com oito mortos, sendo sete suspeitos e um morador.

O auxiliar de cozinha Leandro Silva Souza, de 30 anos, foi baleado na cabeça dentro de casa. Segundo a versão da polícia, criminosos armados invadiram a residência, fizeram ele e a esposa reféns e atiraram contra os agentes durante uma tentativa de negociação, o que deu início a um confronto.

A esposa de Leandro, Roberta Hipólito, contesta a versão oficial. Ela afirma que os criminosos invadiram a casa apenas para se esconder e que os policiais arrombaram a porta com uma granada, entrando já atirando, sem verificar se havia moradores no local. Segundo ela, não houve troca de tiros e o disparo que atingiu o marido partiu dos policiais.

A Polícia Civil investiga o caso, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar apura a conduta dos agentes.

O chefe do tráfico do Morro dos Prazeres também está entre os mortos na operação. Conhecido como Juninho dos Prazeres, ele seria um dos integrantes mais antigos da facção Comando Vermelho e acumulava 135 passagens pela polícia.

Em represália à morte do traficante, criminosos sequestraram sete ônibus para bloquear vias, incendiaram um dos veículos e ordenaram o fechamento do comércio na região. O clima segue tenso na comunidade, e o policiamento permanece reforçado.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.