PF prende policiais suspeitos de vender armas e passar informações para traficante Peixão no Rio
Operação cumpre sete mandados de prisão e 18 de busca e apreensão; cinco investigados já foram presos e dois estão foragidos

A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), realiza, nesta quarta-feira (7), uma operação contra policiais e ex-policiais investigados por envolvimento com o traficante Peixão, chefe da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que atua no Complexo de Israel, conjunto de comunidades localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.
As investigações apontaram que os agentes são suspeitos de repassar armas para a facção criminosa e divulgar dados sigilosos de operações.
Os policiais federais cumprem sete mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em endereços da capital, da Baixada Fluminense e da Costa Verde. Cinco mandados de prisão já foram cumpridos. Dois investigados estão foragidos. Entre os presos está um policial militar da ativa e três ex-policiais militares. Entre os foragidos está um policial civil da ativa.
Nesta manhã, a polícia apreendeu um fuzil em um hotel de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, onde estava um dos investigados. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão. Em um imóvel de Angra dos Reis, na Costa Verde, os agentes apreenderam outro fuzil, além de uma pistola e carregadores. Em um imóvel de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um terceiro fuzil foi apreendido na operação, além de carregadores e acessórios.
Segundo as investigações, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Em uma ocasião, os investigados chegaram a fornecer dez fuzis AR-15 diretamente à liderança da facção.
As informações reveladas pela PF também apontam que o grupo recebia as armas como forma de comissão ou pagamento pelas transações.
Dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento eram repassados aos líderes da quadrilha.
Os envolvidos foram denunciados pelo MPRJ e responderão pelos crimes de organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de dinheiro.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.




