PF investiga esquema de corrupção em cargas no Porto do Rio com prejuízo de R$ 500 milhões
Operação Mare Liberum apura atuação de servidores da alfândega que liberavam cargas sem fiscalização mediante pagamento de propina

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta terça-feira (28), uma operação contra um esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, servidores lotados na alfândega criaram um esquema com empresas importadoras e despachantes para facilitar contrabando e descaminho mediante pagamento de propina.
De acordo com a apuração, os envolvidos liberavam contêineres de mercadorias sem a devida fiscalização. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 500 milhões, em razão da liberação irregular das cargas. A operação, batizada de “Mare Liberum”, conta com o apoio do GAECO do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal.
Ao todo, cerca de 250 agentes participam da ação. O objetivo é cumprir 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, além do afastamento de 17 auditores fiscais e oito analistas tributários, bem como medidas de bloqueio de bens e restrições ao exercício de funções públicas.

Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

