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Justiça do RJ condena ex-PM a 32 anos por morte de bicheiro Fernando Iggnácio

Investigação aponta envolvimento em esquema ligado à contravenção; defesa diz que vai recorrer

Por e 
Justiça do RJ condena ex-PM a 32 anos por morte de bicheiro Fernando Iggnácio
Justiça do RJ condena ex-PM a 32 anos por morte de bicheiro Fernando Iggnácio • Foto: Redes Sociais

O ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a 32 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio, nessa sexta-feira (10). O crime aconteceu em 2020, na Zona Sudoeste do Rio. Fernando foi morto no estacionamento de um heliponto, no bairro Recreio dos Bandeirantes. Ao proferir a sentença, o juiz Thiago Portes Vieira de Souza destacou o papel central do ex-policial na execução do crime.

Segundo a decisão, as provas mostram que Rodrigo teve participação importante no planejamento e na execução. O veículo usado no crime estava sob responsabilidade dele e foi levado até um condomínio onde os envolvidos teriam desembarcado e abandonado materiais. No apartamento do acusado, ainda de acordo com a sentença, foram encontrados quatro fuzis, carregadores, munições e laudos de balística que reforçam sua ligação com o assassinato.

O magistrado também ressaltou que o réu era policial militar da ativa na época do crime. Para o juiz, ele deixou de cumprir seu dever de garantir a segurança pública e se envolveu com pessoas ligadas à contravenção.

Outros dois acusados de participação no crime, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados, mas dispensaram seus advogados no início do júri. Com isso, uma nova data será marcada para o julgamento deles.

Outro suspeito, Ygor Rodrigues Santos da Cruz, foi encontrado morto em 2022. Já o apontado como mandante do crime, o contraventor Rogério Andrade, responde em outro processo, ao lado de Gilmar Eneas Lisboa.

Durante o julgamento, seis testemunhas foram ouvidas, além da exibição de vídeos com outros depoimentos. O réu optou por permanecer em silêncio ao ser interrogado. O júri começou na quinta-feira (9) e foi concluído na sexta-feira (10).

Debate entre acusação e defesa

No segundo dia de julgamento, Ministério Público e defesa apresentaram versões diferentes sobre o caso.

A acusação afirmou que o crime faz parte de uma disputa entre grupos ligados à contravenção no Rio e apontou a existência de uma organização criminosa estruturada. Segundo os promotores, mensagens, rastreamento de veículos e imagens indicam que a vítima foi monitorada antes de ser morta e que Rodrigo teve papel central na logística do crime.

Já a defesa argumentou que não há provas diretas que liguem o ex-policial à execução. O advogado afirmou que os elementos apresentados são frágeis ou dizem respeito a outros investigados. Também disse que os registros analisados mostram apenas deslocamentos comuns e não comprovam participação no crime.

Após os debates, os jurados se reuniram e decidiram pela condenação. Rodrigo está preso desde 2021. A defesa informou que vai recorrer da decisão.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.