Belo Horizonte
Itatiaia

Você é a favor ou contra o fim do Aeroporto Carlos Prates? Confira o debate

Associação Voa Prates defende a permanência do aeroporto. Já o Coletivo Cultural Noroeste quer a criação de um parque no local

Por
Rádio Vivo promove debate sobre o aeroporto Carlos Prates
Rádio Vivo promove debate sobre o aeroporto Carlos Prates  • Youtube Itatiaia

Você é a favor ou contra o encerramento das atividades do Aeroporto Carlos Prates? A polêmica voltou ao debate em Belo Horizonte a queda do avião que matou o médico oftalmologista e piloto José Luiz de Oliveira, 66 anos, e deixou a filha dela, de 36 anos, em estado grave. Nesta segunda-feira (13), o programa Rádio Vivo promoveu um debate sobre o tema. De um lado, a Associação Voa Prates, representada por Estevan Velasquez, defende a permanência do aeroporto. De outro, Munish Prem, do Coletivo Cultural Noroeste, acredita que a área seria melhor utilizada com a criação de um parque.

"O aeroporto Carlos Prates tem uma importância social e para a nossa cidade e o nosso Estado que, às vezes, as pessoas não enxergam. O aeroporto Carlos Prates é hoje o segundo maior polo formador de pilotos do Brasil. Já foram formados mais de 85 mil pilotos naquele aeroporto. Nós também prestamos esse serviço de formação para todas Forças de Segurança pública do nosso Estado: Polícia Militar, Polícia Civil e (Corpo) de Bombeiros. Para você ter uma ideia, a gente acabou de formar a primeira piloto mulher da história da Polícia Militar de Minas Gerais. É um lugar de oportunidades", disse Velasquez.

'Nascido e criado' no bairro Padre Eustáquio, Munish debate os argumentos de Velasquez e diz que a justificativa foi mesma quando o local era uma escola de paraquedismo, há 40 anos. "Foi uma luta, naquele momento, muito grande para retirar a escola de paraquedismo. Os argumentos usados pelas pessoas que faziam essa escola eram os mesmos que donos de escola de aviação fazem: 'social, formamos pessoas, damos bolsa, etc'".


Iframe Embed

O Aeroporto Carlos Prates foi criado em um terreno da fazenda Celeste Império, que era propriedade do Coronel Alípio de Melo. O objetivo era atender ao Aeroclube do Estado de Minas Gerais, grupo que formava pilotos para aviação civil e militar, que antes funcionava no Aeroporto da Pampulha.

Ainda na década de 1970, após vários acidentes com mortes, surgiram as primeiras reclamações e alertas sobre o perigo que o aeroporto representava para os bairros vizinhos. Desde a década de 1990, pelo menos nove acidentes graves foram registrados na região.

Leia também:

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.