Padrinho que abusou menina de 7 anos não levantava suspeita em Contagem
A avó afirmou que a relação com a vizinha sempre foi tranquila e de confiança, e que a neta costumava ficar na casa dela, onde brincava com outras crianças, enquanto a mãe e ela trabalhavam

A família da vítima contou que o homem, de 28 anos, preso em flagrante na última quarta-feira (18) após estuprar a sobrinha de 7 anos no bairro Sapucaias, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não levantava suspeita.
"A relação com a vizinha sempre foi tranquila. Minha neta sempre ficou na casa deles; eles cuidavam dela porque a mãe trabalhava e eu também. Nunca tivemos do que reclamar, é uma família de confiança. Ela também tem uma netinha que sempre brinca com meus netos", contou a avó da vítima, que não será identificada, à Itatiaia nesta quinta-feira (19), ao se referir à companheira do homem preso.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), o caso foi descoberto pela própria esposa do suspeito. Ao chegar do trabalho por volta das 18h, ela entrou no quarto e flagrou o marido cometendo o crime. Desesperada, ela gritou por socorro, o que levou a mãe da vítima e outros parentes que moram por perto.
A familiar ainda contou que a menina já apresentava um comportamento diferente nos últimos meses. "Minha neta ficou mais nervosa, mais brava, mais chorona. Qualquer coisa que falávamos com ela, ela chorava. A gente não sabia o que era", disse.
No hospital, acompanhada por profissionais de saúde e assistência social, a menina contou que os abusos aconteciam sempre que ela ia à casa do vizinho e que o homem a ameaçava para que não contasse nada a ninguém.
Para mostrar quantas vezes o crime já havia ocorrido, a criança abriu as duas mãos, indicando que era algo frequente. Ela ainda disse que, as vezes, a filha do homem, de 2 anos, estava presente no quarto.
Ao ser questionado pela polícia, o homem confessou que abusou da afilhada diversas vezes, mas negou ter feito qualquer coisa contra a própria filha.Em entrevista à Itatiaia, nesta quinta (19), ele reiterou que cometeu o crime.
Quando os policiais chegaram no local, encontraram uma multidão tentando alcançar o suspeito, que estava escondido em um quarto nos fundos do lote. Ele já apresentava ferimentos na cabeça e nas mãos causados pelas agressões dos populares e precisou ser levado para a UPA Industrial
“O que eu sei, parceiro, é que eu errei. Tenho que pagar, entendeu? E outra coisa: isso nunca mais vai acontecer. Eu destruí minha família. Estou muito arrependido. Se pudesse falar algo para a mãe dela agora, diria: me perdoe", disse na manhã desta quinta (19), à Itatiaia.
Polícia Investiga
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, que apura os fatos. O suspeito foi conduzido e será ouvido por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. "O caso está em apuração, e outras informações poderão ser repassadas em momento oportuno", disse.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.

