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Vítima do caso Backer receberá R$ 100 mil de indenização após ter insuficiência renal grave

De acordo com os autos, a mulher, que morava em Viçosa, na Zona da Mata mineira, comprou 75 unidades da cerveja Belorizontina entre novembro e dezembro de 2019; no início de 2020, ela teve sintomas como diarreia, vômito, dores abdominais intensas e tosse

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Justiça começa a ouvir testemunhas de defesa da cervejaria Backer nesta segunda-feira (20)
Reprodução/Instagram

A Cervejaria Três Lobos, fabricante da marca Backer, foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais a uma consumidora que sofreu intoxicação após consumir a cerveja Belorizontina.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a indenização foi aumentada de R$ 50 mil para R$ 100 mil. Além disso, ela deverá receber R$ 382 por danos materiais devido às despesas médicas.

De acordo com os autos, a mulher, que morava em Viçosa, na Zona da Mata mineira, comprou 75 unidades da cerveja Belorizontina entre novembro e dezembro de 2019. Já no início de 2020, ela teve sintomas como diarreia, vômito, dores abdominais intensas e tosse.

A mulher foi diagnosticada com insuficiência renal aguda grave e acidose metabólica, quadro associado à intoxicação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol, substâncias identificadas na investigação sobre a cerveja contaminada.

A mulher precisou ter sessões de hemodiálise e outros procedimentos invasivos. Além disso, ficou 19 dias internada e teve sequelas após a alta, como perda de peso e massa muscular.

A cervejaria alegou que não havia provas suficientes de que a mulher tivesse comprado e consumido as cervejas dos lotes apontados no processo e pediu a redução da indenização. Já o TJMG entendeu que as provas demonstraram a relação entre a intoxicação e o consumo da bebida contaminada. Também destacou um relatório do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apontava falhas na fábrica.

Devido à gravidade da intoxicação, do risco de morte e possibilidade de comprometimento permanente da função renal, a indenização foi aumentada para R$ 100 mil.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

 

 

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