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Torcedor é condenado por injúria racial contra jogador de futebol no interior de MG

Caso ocorreu durante partida de futebol amador em Piranga, na Região da Zona da Mata mineira, durante uma partida do Nacional Esporte Clube

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Torcedor é condenado em Piranga por injúria racial • Divulgação / Agência Minas

Um torcedor foi condenado a dois anos, sete meses e três dias de reclusão, em regime inicialmente semiaberto, bem como ao pagamento de R$ 2 mil por danos morais à vítima, um jogador de futebol do Nacional Esporte Clube, equipe da cidade de Piranga, na Região da Zona da Mata de Minas Gerais. A sentença foi assinada pela juíza Luisa Filardi Siqueira, da Vara Única da Comarca de Piranga.

A decisão também definiu a proibição de que o réu frequente locais destinados a práticas esportivas pelo prazo de três anos. O caso ocorreu durante o segundo tempo de uma partida de futebol do Nacional Esporte Clube. A vítima estava próxima ao alambrado e foi alvo de agressões. Na ocasião, o réu cuspiu no rosto do jogador e o ofendeu dizendo: "Seu macaco, só não jogo latinha porque não pode."

Como consequência, a vítima sentiu-se fortemente abalada, chorando em campo e se isolando dos demais. O jogador também comunicou o ataque ao árbitro e aos familiares.

Questionado sobre a situação após a partida, o acusado proferiu frases como "xinguei mesmo, e dai?" para os familiares do atleta.

A defesa do réu tentou reverter o quadro e alegou insuficiência de provas. Segundo a defesa, o acusado teria usado apenas o termo "pipoqueiro";

A versão, contudo, não foi aceita pela magistrada. A juíza se baseou na consistência dos depoimentos prestados para condenar o torcedor.

A magistrada também afastou a principal tese apresentada pela defesa, que apontou para o fato do acusado ser um homem negro. A juíza explicou que a lei contra a injúria racial serve para proteger a vítima que sofreu a agressão. De acordo com ela, a Justiça não faz diferença se o agressor também se considera negro: o que realmente importa para a condenação é o fato de que a ofensa racista aconteceu.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

 

 

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